
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro — Foto: Ana Paula Paiva/Valor
Com suas tentativas de fazer uma delação premiada fracassadas,Daniel Vorcaro tem estudado um caminho para encontrar alguma nulidade nos processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma das estratégias em análise é tentar invalidar as mensagens dos celulares do banqueiro usadas para embasar as ações do caso Master.
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O foco seria questionar a cadeia de custódia dos aparelhos apreendidos pela Polícia Federal. Esse procedimento garante que as provas coletadas na investigação sejam preservadas de forma íntegra,segura e rastreável,desde a apreensão até a apresentação no processo. No caso dos celulares,é documentado todo o histórico dos aparelhos desde a apreensão,para assegurar que o conteúdo seja autêntico e não tenha sofrido alterações.
Advogados e peritos já foram procurados por interlocutores de Vorcaro para avaliar se a tese da quebra da cadeia de custódia seria viável. A ideia é que esses especialistas busquem eventuais falhas no procedimento e abram brechas para a defesa argumentar que as mensagens foram acessadas de forma irregular.
Em paralelo,advogados do dono do Banco Master tentam reabrir negociações para um acordo de delação com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo interlocutores de ambos os lados — tanto do banqueiro quanto dos investigadores —,todas as tentativas de reaproximação feitas até agora foram frustradas,conforme informou a colunista Malu Gaspar.
Os próprios investigadores consideram os celulares de Vorcaro a principal prova dos crimes praticados pelo banqueiro e também um dos fatores que torna sua delação desnecessária.
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