
Shopping Rio Sul e sua torre — Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo
Um fundo imobiliário do Pátria Investimentos está oferecendo um cheque de R$ 107,5 milhões por quatro andares da Torre do Rio Sul,o edifício mais alto da cidade e um dos principais endereços de escritórios da Zona Sul do Rio.
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O Pátria Escritórios (HGRE11) fez a proposta ao BM Brascan Lajes Corporativas,fundo da gestora Argucia Capital que é dono dos andares 21º,27º (exceto uma das salas),28º e 40º do arranha-céu,além de 128 vagas de estacionamento. Todas as unidades que pertencem ao fundo estão ocupadas por empresas como CNOOC,o escritório de advocacia Trench Rossi,Sony e a enrolada Ambipar.
Os aluguéis geram mais de R$ 800 mil de receitas mensais ao fundo,cujo patrimônio líquido está avaliado em R$ 110 milhões — ou seja,pouco acima do cheque oferecido pelo Pátria.
Um fundo da gestora Capitânia,que detém cerca de 28% das cotas do fundo BM Brascan,também recebeu a proposta do Pátria e está pedindo a convocação de uma assembleia para que os cotistas decidam sobre a transação.
Se for concretizada,a operação vai aumentar a exposição do Pátria Escritórios — que vale R$ 1,4 bilhão na Bolsa e tem mais de 140 mil investidores — ao mercado do Rio. Hoje,dos 13 prédios com escritórios na carteira do fundo,o único carioca é o Teleporto. O veículo tem seis unidades do prédio “conectado” da Cidade Nova,região central do Rio.
O fundo do Pátria gera mais de R$ 10 milhões em receitas de aluguel ao mês,com unidades em prédios como o Berrini One e o Edifício Sêneca,ambos em São Paulo.
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