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Entenda a técnica usada por Carolina Dieckmmann para cuidar da pele e suas indicações

Aug 14, 2026 Artes IDOPRESS

Carolina Dieckmmann faz tratamento facial; entenda como funciona o ultrassom microfocado — Foto: Reprodução Instagram

Carolina Dieckmmann compartilhou nas redes sociais um momento de sua rotina de cuidados com a pele ao realizar um tratamento facial com ultrassom microfocado. Em vídeo publicado no Instagram,a atriz aparece durante o procedimento e comenta sobre a expectativa com o resultado. A cena chama atenção para uma técnica não cirúrgica que vem sendo utilizada na dermatologia estética como alternativa para tratar sinais de flacidez e estimular a produção de colágeno.

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"É bom,a doutora falou que eu vou ficar ótima",disse Carolina na gravação. Apesar de procedimentos desse tipo fazerem parte da rotina de cuidados de algumas celebridades,o ultrassom microfocado não tem uma indicação única nem produz o mesmo efeito em todas as pessoas. A escolha depende das características da pele,do grau de flacidez e do objetivo do paciente,segundo especialistas.

Como funciona o ultrassom microfocado

A tecnologia utiliza ondas de ultrassom direcionadas a diferentes profundidades do tecido. A energia provoca pontos de aquecimento nas camadas selecionadas,desencadeando uma resposta do organismo associada à produção de colágeno.

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De acordo com a cirurgiã plástica Beatriz Lassance,a técnica pode ser utilizada para melhorar a qualidade da pele sem a necessidade de cirurgia.

O dermatologista Renato Soriani explica que o tratamento pode contribuir para a firmeza da pele e para a melhora da flacidez. Os efeitos,no entanto,dependem das condições individuais e da avaliação feita antes do procedimento.

A profundidade alcançada varia de acordo com a ponteira utilizada. Segundo Beatriz,existem opções capazes de atuar em regiões mais superficiais,indicadas para alterações como linhas finas e poros,enquanto outras alcançam planos mais profundos do tecido.

O tratamento substitui um lifting

Apesar de ser frequentemente associado ao chamado "lifting sem cirurgia",o ultrassom microfocado não equivale a um procedimento cirúrgico. A técnica pode produzir melhora na aparência da flacidez,mas não promove os mesmos resultados de um lifting facial.

Por isso,a indicação depende do grau de envelhecimento e das características de cada rosto. Em alguns casos,segundo Beatriz,o tratamento pode ser considerado antes de uma cirurgia,enquanto em outros pode ser utilizado como complemento após um procedimento cirúrgico.

A resposta também não é imediata. A produção de colágeno ocorre de forma gradual,e o resultado pode aparecer ao longo dos meses seguintes à aplicação.

Existem outros equipamentos

O ultrassom microfocado não é exclusivo de um único aparelho. Existem diferentes equipamentos que utilizam a mesma tecnologia,com características,ponteiras e protocolos próprios.

Alguns sistemas combinam o ultrassom com outras fontes de energia,como radiofrequência ou campo eletromagnético. Nesses casos,a proposta pode variar conforme a região tratada e a necessidade identificada pelo profissional.

O dermatologista Abdo Salomão Jr. esclarece que determinadas associações podem ser utilizadas para objetivos diferentes. Enquanto algumas ponteiras concentram a energia em camadas mais superficiais,outras são direcionadas a regiões mais profundas.

Por isso,a escolha do equipamento não deve ser feita apenas pelo nome da tecnologia. A avaliação médica é necessária para definir se o procedimento é adequado e qual protocolo faz sentido para cada paciente.

Tratamento facial de Carolina Dieckmmann: como funciona o ultrassom microfocado — Foto: Reprodução Instagram

E o chamado 'Ozempic Face'?

Outra situação que passou a aparecer com mais frequência nos consultórios é a perda de volume e a flacidez facial associadas ao emagrecimento acelerado. O fenômeno ganhou o apelido de "Ozempic Face",em referência aos medicamentos da classe dos análogos de GLP-1,embora a alteração também possa ocorrer após emagrecimentos provocados por outras razões.

Nesses casos,o tratamento precisa considerar o que mudou no rosto: em algumas pessoas,o principal problema é a perda de volume; em outras,a flacidez da pele ou a alteração do contorno.

Segundo Renato,tecnologias que estimulam a produção de colágeno podem fazer parte da abordagem,mas não devem ser encaradas como solução única para todos os casos. A estratégia depende da avaliação do rosto e das estruturas que perderam volume ou sustentação.

Quem pode fazer

A indicação deve ser individualizada. Antes de realizar o procedimento,o paciente precisa passar por avaliação médica para identificar o grau de flacidez,as condições da pele e o resultado possível com a técnica.

Também é importante alinhar expectativas. O ultrassom microfocado pode melhorar a aparência da pele e estimular colágeno,mas não interrompe o processo natural de envelhecimento nem produz os mesmos efeitos de uma cirurgia.

Como qualquer procedimento estético,a segurança também está relacionada à indicação correta,ao conhecimento da anatomia e à execução por profissional habilitado. "A indicação para o procedimento deve partir de um médico",ressalta Abdo Salomão.

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