
PDG — Foto: Divulgação
GERADO EM: 15/04/2026 - 20:29
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Mais de um ano depois de a construtora PDG anunciar ter recebido uma proposta de compra que,na verdade,era falsa,a lorota virou um processo sancionador — isto é,com acusação formulada e que vai a julgamento — na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O caso ocorreu em fevereiro de 2025,quando a construtora informou que a chinesa Sun Hung Kai Properties (SHKP) havia proposto comprar a companhia brasileira por até R$ 171,7 milhões. Como as ações da PDG valiam apenas R$ 0,01 e a capitalização de mercado total da empresa era de pouco mais de R$ 17 milhões na ocasião,os papéis chegaram a dobrar de valor durante parte do pregão seguinte na Bolsa.
Procurada pela imprensa,a chinesa SHKP negou prontamente ter enviado qualquer proposta de aquisição à PDG. Quando a mentira veio à tona,a brasileira disse que,embora tenha recebido uma proposta,não havia obtido mais informações sobre sua procedência.
Acionistas minoritários,claro,foram se queixar à CVM,que agora resolveu acusar o CEO e diretor de relações com investidores da PDG,Maurício Tiso de Souza,em processo sancionador sobre “eventual prestação de informações falsas”. O executivo havia assumido o cargo poucas semanas antes de a oferta fictícia surgir.
© Reportagem diária do entretenimento brasileiro