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Bom para corpo e mente: Conheça ingrediente que pode melhorar função cerebral ao atuar no intestino, segundo cientistas

Apr 20, 2026 entretenimento IDOPRESS

Azeite de oliva — Foto: Freepik

RESUMO

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GERADO EM: 19/04/2026 - 13:36

Azeite de oliva extravirgem melhora saúde cerebral,aponta estudo

Um estudo inédito realizado por cientistas espanhóis revela que o azeite de oliva extravirgem pode beneficiar a função cognitiva ao atuar na microbiota intestinal. A pesquisa,que acompanhou 656 adultos com sobrepeso e síndrome metabólica,mostrou que o consumo regular de azeite extravirgem melhora a diversidade da microbiota e a saúde cerebral. Ao contrário,azeites refinados não apresentam os mesmos benefícios.

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O azeite de oliva extravirgem,há décadas associado à dieta mediterrânea e à proteção cardiovascular,pode também beneficiar o cérebro. Um novo estudo aponta que o alimento atua sobre a microbiota intestinal — o conjunto de microrganismos que vivem no intestino — e,por essa via,contribui para a manutenção da função cognitiva.

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A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universitat Rovira i Virgili (URV),do Instituto de Pesquisa em Saúde Pere Virgili (IISPV) e do CIBEROBN. Segundo os autores,trata-se do primeiro estudo prospectivo em humanos a analisar especificamente a relação entre consumo de azeite,microbiota intestinal e desempenho cognitivo.

“Este é o primeiro estudo prospectivo em humanos a analisar especificamente o papel do azeite na interação entre a microbiota intestinal e a função cognitiva”,explica Jiaqi Ni,primeira autora do trabalho e pesquisadora do Departamento de Bioquímica e Biotecnologia da URV,ao portal especializado ScienceDaily.

O estudo acompanhou,ao longo de dois anos,656 adultos com idades entre 55 e 75 anos,todos com sobrepeso ou obesidade e síndrome metabólica — conjunto de fatores de risco que aumentam a probabilidade de doenças cardiovasculares. Os participantes integravam o projeto PREDIMED-Plus,e tiveram suas dietas monitoradas,com foco no consumo de azeite virgem e refinado,além de análises detalhadas da microbiota intestinal e testes de desempenho cognitivo.

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Os resultados indicaram diferenças claras conforme o tipo de azeite consumido. Participantes que usavam regularmente azeite de oliva virgem apresentaram melhora na função cognitiva e maior diversidade da microbiota intestinal — considerada um sinal de boa saúde metabólica e intestinal. Já aqueles que consumiam azeite refinado tendiam a apresentar redução dessa diversidade ao longo do tempo.

Os pesquisadores também identificaram um grupo específico de bactérias intestinais,conhecido como Adlercreutzia,possivelmente associado aos efeitos positivos observados. A presença desse microrganismo pode servir como indicador da relação entre o consumo de azeite virgem e a preservação da função cognitiva,sugerindo que parte do benefício ao cérebro ocorre por meio da modulação da microbiota.

A diferença entre o azeite extravirgem e o refinado está principalmente no processo de produção. O extravirgem é obtido por métodos mecânicos,que preservam compostos naturais. Já o refinado passa por processos industriais que removem impurezas,mas também reduzem substâncias benéficas como antioxidantes,polifenóis e vitaminas.

“Nem todos os azeites têm benefícios para a função cognitiva”,afirma Jiaqi Ni,destacando a importância de optar por versões extravirgens.

Para o pesquisador Jordi Salas-Salvadó,responsável principal pelo estudo,os resultados reforçam a relevância da qualidade das gorduras na dieta. “Esta pesquisa reforça a ideia de que a qualidade da gordura que consumimos é tão importante quanto a quantidade; o azeite de oliva extravirgem não apenas protege o coração,mas também pode ajudar a preservar o cérebro durante o envelhecimento”,diz.

Ele acrescenta que a identificação de um perfil específico de microrganismos associado a esses benefícios “abre caminho para novas estratégias de prevenção baseadas na nutrição para preservar as funções cognitivas”.

As codiretoras do estudo,Nancy Babio e Stephanie Nishi,destacam ainda o impacto potencial das descobertas em um contexto de envelhecimento populacional. “Em um momento em que os casos de declínio cognitivo e demência estão em alta,nossos achados reforçam a importância de melhorar a qualidade da dieta e,em particular,priorizar o azeite extravirgem em relação a versões refinadas como uma estratégia eficaz,simples e acessível para proteger a saúde do cérebro”,afirmam.

Além das instituições espanholas,o estudo contou com a participação de pesquisadores de centros internacionais,como universidades em Wageningen,na Holanda,e Harvard,nos Estados Unidos.

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