
Astrid Bridges,John Bridges e Joyce 'Mable' Bridges — Foto: Divulgação
Um homem de 86 anos passou a ser apontado como principal suspeito da morte da segunda esposa,ocorrida há mais de três décadas nos Estados Unidos,enquanto autoridades também aprofundam as investigações sobre o falecimento da primeira companheira. Embora nenhum indiciamento tenha sido anunciado até o momento,a reabertura dos casos reacendeu suspeitas sobre duas mortes inicialmente tratadas como acidentes.
Segundo a polícia de Gresham,no estado do Oregon,John Bridges afirmou ter encontrado a esposa,Astrid Bridges,de 45 anos,inconsciente do lado de fora da residência do casal em 2 de julho de 1993. À época,apesar de os investigadores considerarem a morte suspeita,o médico legista concluiu que se tratava de um acidente. No mês passado,porém,após uma nova análise dos ferimentos e das evidências do caso,o gabinete do legista reclassificou a morte como homicídio,informou a emissora KGW,nesta semana.
No final do mês de julho deste ano,a polícia confirmou que Bridges é suspeito pela morte de Astrid. Detetives viajaram até o condado de Barton,no Missouri,onde ele mora atualmente,para interrogá-lo e cumprir um mandado de busca. O detetive Adam Wright afirmou que as evidências atuais "apontam fortemente" para Bridges,mas ressaltou que a investigação ainda está em fase final e que as autoridades não pretendem antecipar conclusões.
Paralelamente,investigadores do Oregon mantêm contato com a polícia de Louisville,no Kentucky,que trabalha para esclarecer a morte de Joyce "Mable" Bridges,primeira esposa de John. Ela foi encontrada morta dentro de casa em 5 de julho de 1972,e o caso também permaneceu por décadas como acidente. Em 2015,após a exumação do corpo,uma nova autópsia concluiu que Joyce havia sido vítima de homicídio,segundo a emissora KOIN. As autoridades,no entanto,ainda não informaram oficialmente se Bridges é considerado suspeito nesse caso.
Moradores que acompanharam a investigação desde a década de 1990 afirmam que sempre desconfiaram da versão inicial. Pam Prettyman,ex-vizinha de Astrid,disse à KOIN que acreditava que a polícia não havia investigado o caso com profundidade suficiente.
— Perder duas esposas,ambas de uma forma misteriosa,é um tanto peculiar.
Já Karla Barnhart,moradora do mesmo bairro onde Astrid vivia,afirmou à KGW esperar que o avanço das investigações ajude a esclarecer os dois casos.
— Estou muito feliz em saber que alguém finalmente vai investigar isso. A polícia precisa de toda e qualquer informação,por menor que seja,para fazer justiça a essas mulheres que foram assassinadas.
Até a noite deste domingo (2),nenhuma acusação formal havia sido apresentada contra John Bridges. As autoridades também não divulgaram quais elementos levaram à reclassificação da morte de Astrid como homicídio.
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