
Estrutura do antigo Carrefour na Rua Conde de Bonfim,na Tijuca,dará espaço a empreendimento — Foto: Fotos de divulgação/Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara
A Tijuca deverá volTijucatar a integrar o programa habitacional federal Minha Casa,Minha Vida. O projeto prevê a construção de 500 unidades no terreno do antigo supermercado Carrefour,na Rua Conde de Bonfim,na Usina,que está desativado desde 2005 e é um dos principais imóveis abandonados do bairro.
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As unidades serão voltadas a famílias com renda mensal entre R$ 4.700,01 e R$ 8.600,dentro da Faixa Urbano 3 do programa. De acordo com o projeto apresentado à prefeitura,o valor máximo de venda dos apartamentos será de R$ 350 mil. O empreendimento é da construtora Direcional e foi enquadrado nos benefícios da legislação municipal de habitação de interesse social.
O imóvel acumulou problemas relacionados ao abandono. Em janeiro de 2025,mais de cem pessoas foram encontradas ocupando o local durante uma operação coordenada pela Subprefeitura da Grande Tijuca,com apoio da Guarda Municipal e da Comlurb. Também foram identificados uso irregular da estrutura e descarte de resíduos.
Um ano após a ação da prefeitura,foi aprovada a Lei Complementar nº 299/2026. Ela amplia os incentivos para empreendimentos habitacionais na Área de Planejamento 3,que abrange a Zona Norte,reduz contrapartidas cobradas das construtoras e passa a permitir projetos com diferentes faixas de renda. Para receber os benefícios,pelo menos 70% das unidades devem respeitar os limites de venda e ter financiamento definido pelo governo federal.
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— Nossa lei atualizou essas regras,reduziu entraves e criou condições para que o mercado voltasse a investir em empreendimentos do Minha Casa,Minha Vida em regiões com infraestrutura já consolidada da cidade — afirma o vereador Pedro Duarte (PSD),autor da lei e presidente da Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara do Rio.
O enquadramento não garante que os projetos serão construídos,mas indica que o empreendedor apresentou a documentação do imóvel e as informações da proposta conforme as regras do programa.
O movimento também aparece nos planos de outras construtoras. A MRV prevê lançar três empreendimentos na Zona Norte em 2026 e pelo menos outros dois em 2027.
— A região reúne ampla oferta de terrenos e demanda consistente por moradia de interesse social,assim como recursos já estruturados de comércio,serviços e transporte — afirma Alexandre Boffoni,diretor de Desenvolvimento Imobiliário da MRV no Rio.
Procurada pela equipe de reportagem do GLOBO,a construtora Direcional optou por não se manifestar sobre o empreendimento.
© Reportagem diária do entretenimento brasileiro