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Valentina Herszage dá detalhes de personagem em série médica 'Emergência 53' e relembra festa com Madonna pós-Oscar

Aug 17, 2026 entretenimento IDOPRESS

Atriz Valentina Herszage,protagonista de 'Emergência 53',do Globoplay — Foto: Ana Branco/Agência O Globo

Um dia vestindo Louis Vuitton numa festa de Madonna pós-Oscar,em Los Angeles. No outro,com macacão de enfermeira socorrista num galpão em São Cristóvão,Zona Norte do Rio. Assim é a vida de Valentina Herszage,que,hoje à noite,também vai colocar um traje de gala,mas para o Festival de Cinema de Gramado,no Rio Grande do Sul. Ela é uma das estrelas da pré-estreia,às 20h no Palácio dos Festivais,de “Emergência 53”,série do Globoplay sobre profissionais que rodam as cidades nas ambulâncias de atendimentos de urgência. Os cinco primeiros episódios,de cerca de uma hora cada,chegam à plataforma na próxima quinta-feira; os cinco finais,no dia 27.

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Na produção,criada por Claudio Torres,Marcio Maranhão (médico por trás do seriado “Sob pressão”,da TV Globo) e Andrucha Waddington,a carioca de 28 anos interpreta Manuela,uma jovem enfermeira filha do dono de um hospital. A moça quer trabalhar em zonas de guerra e,para demovê-la da ideia,o pai arranja uma vaga no SMU (o equivalente ao Samu no universo fictício). A ideia é que,em contato com a pressão de toda sorte de tragédias de um centro urbano como o Rio,ela peça para sair. Mas,logo no primeiro episódio (o GLOBO teve acesso a três),Manuela mostra seu valor à equipe da coordenadora Irene (Yara de Novaes) e dos médicos Glória (Heloísa Jorge) e Pedro (Emílio Dantas).

—É uma série médica,mas diferente daquelas que mostram profissionais no hospital — diz Valentina,na sala do apartamento recém-alugado no Leblon,onde vive com o namorado,o empresário Gabriel Capobianco. —Não é sobre saúde pública,mas sobre as pessoas que trabalham nesse organismo.

Valentina Herszage em 'Emergência 53' — Foto: Laura Campanella

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Segunda enfermeira da carreira (a primeira foi numa participação na série “Fim”,também do Globoplay e com direção de Andrucha,criada por Fernanda Torres),Manuela chegou à vida de Valentina após um convite do próprio diretor. Foi um dos primeiros papéis,inclusive,que ela não precisou lutar em baterias de testes.

— Havíamos trabalhado juntos em “Fim” e nos tornamos parceiros— diz Andrucha. — Dividi o desejo de ela encarnar a Manu,no “Emergência 53”,com Claudio Torres e Cibele Santa Cruz (diretora de elenco),que também são fãs de carteirinha. Ela trouxe todo o frescor de uma novata entrando num grupo de veteranos socorristas,com uma composição magistralmente profunda e,ao mesmo tempo,delicada. É uma das melhores atrizes da sua geração.

leveza

Valentina vai apresentar uma faceta mais leve em “Pedro e Nina”,filme produzido pelos Estúdios Globo e protagonizado por Anitta. A cantora é uma estudante de Direito que se muda para o Sul do país,e Valentina interpreta uma amiga que ela faz na nova cidade. As gravações terminaram agora no meio do ano e ainda não há previsão de estreia.

— É um filme que fala sobre relações e descobertas — diz a atriz,que também contracena com Kelner Macêdo,o Cristian Cravinho de “Tremembé”. — É o que chamam de coming of age,né? Anitta é muito generosa,inteligente,animada,220 volts. E isso é muito bom num set. Acho que foi desafiador para ela,porque é algo novo,mas vai sair uma coisa bem legal.

A parceria com Anitta foi outro convite numa carreira que começou em 2015,no filme “Mate-me por favor”,de Anita Rocha da Silveira,que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz do Festival do Rio daquele ano. Depois,encorpou o currículo com mais produções independentes e algumas novelas da TV Globo (“Pega pega”,em 2017,e “Quanto mais vida,melhor”,em 2021) até chegar ao papel de Veroca,uma das filhas de Eunice e Rubens Paiva,retratadas em “Ainda estou aqui”,de Walter Salles. O filme,ela diz,foi a maior comoção cinematográfica que viu em seus 28 anos —porque nasceu exatamente no ano de “Central do Brasil”,a outra grande obra de Walter Salles que nos levou ao Oscar. Do contato com o diretor,ela lembra das trocas e de que precisa devolver alguns DVDs que ele lhe emprestou ao longo das filmagens.

— Ainda tem vários aqui em casa — confessa. —E até hoje,a gente se manda mensagem,indica uma coisa ou outra.

“Ainda estou aqui” lhe rendeu DVDs,amizades (“sofri muito para me separar da Fernanda Torres”) e,claro,a inesquecível festa de Madonna pós-Oscar.

— Ela dançava horrores na pista de dança — relembra a brasileira,enfileirando a eclética lista de convidados. — Emma Stone; Mick Jagger; galera da série “Stranger things”; Mikey Madison,que ganhou o Oscar de melhor atriz; Sofia Vergara,que é uma figura! Tinha de tudo.

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