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Israel ataca ao sul de Beirute e Hezbollah lança foguetes um dia após início de negociações de paz

Apr 15, 2026 estilo de vida saudável IDOPRESS

Forças de segurança isolam o local de um ataque aéreo israelense que teve como alvo um veículo na cidade libanesa de Jiyeh,ao sul de Beirute,em 15 de abril de 2026 — Foto: AFP

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GERADO EM: 15/04/2026 - 05:23

Tensões aumentam com ataques entre Israel e Hezbollah durante negociações de paz

Israel realizou ataques ao sul de Beirute e o Hezbollah lançou cerca de trinta foguetes contra Israel,um dia após o início de negociações de paz inéditas entre Israel e Líbano. Esses ataques ocorrem em meio a tensões intensificadas,apesar das conversas mediadas pelos EUA para um cessar-fogo sustentável. O Hezbollah rejeita o desarmamento,e o Líbano enfrenta desafios humanitários e de soberania.

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O Exército de Israel realizou ataques ao sul de Beirute e o grupo pró-Irã Hezbollah disparou cerca de trinta foguetes contra o território israelense nesta quarta-feira,um dia depois de Líbano e Israel decidirem iniciar negociações de paz.

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Segundo a Agência Nacional de Informação (ANI) libanesa,dois ataques israelenses atingiram sucessivamente dois carros a cerca de vinte quilômetros ao sul de Beirute.

Um deles teve como alvo um veículo na rodovia que liga Beirute ao sul do país,na altura de Jiyeh,e o outro ocorreu em Saadiyat,precisa a agência. Ela acrescenta que essas áreas não são redutos do Hezbollah.

Desde os bombardeios massivos de quarta-feira,8 de abril,que causaram mais de 350 mortos em Beirute e em outras partes do país,Israel não havia atacado a capital libanesa devido a pressões diplomáticas.

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Escalada no sul do Líbano

Israel continuou nesta quarta-feira seus bombardeios em várias localidades do sul do Líbano,onde o Exército conduz uma ofensiva terrestre,informou a agência estatal libanesa,que também relata combates com o Hezbollah.

Os combatentes desse grupo pró-Irã,por sua vez,dispararam cerca de trinta foguetes contra Israel a partir do Líbano na manhã de quarta-feira,informou à AFP um porta-voz do Exército israelense.

Em um comunicado,o movimento islamista xiita reivindicou disparos de foguetes contra dez localidades do norte de Israel,próximas à fronteira.

A violência continua um dia após negociações diretas em Washington entre Israel e Líbano,as primeiras em mais de 30 anos.

O Hezbollah não viu com bons olhos essa aproximação,na qual ambos os países aceitaram iniciar negociações diretas para uma paz sustentável ao longo do tempo,segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Em 2 de março,o Hezbollah atacou o território israelense,o que arrastou o Líbano para a guerra no Oriente Médio.

Desde então,os bombardeios israelenses causaram 2.124 mortes e deslocaram mais de um milhão de pessoas.

Negociações de paz

Representantes de Israel e Líbano concordaram em lançar negociações diretas visando um acordo para encerrar a ofensiva militar iniciada pelos israelenses no mês passado,em paralelo à guerra lançada com os EUA contra o Irã.

Após uma reunião entre os embaixadores dos países em Washington,a primeira do tipo desde 1993,os dois lados reforçaram seus pontos,e os americanos estabeleceram que um cessar-fogo só poderá ser obtido por israelenses e libaneses,no que soou como um recado a Teerã.

À mesa estavam a embaixadora libanesa,Nada Hamadeh,e o embaixador israelense,Yechiel Leiter,com mediação do Departamento de Estado dos EUA. Não havia expectativa de um anúncio de grande porte,mas o comunicado conjunto foi interpretado como um sinal positivo.

Segundo o texto,"os participantes mantiveram discussões produtivas sobre os passos necessários para o início de negociações diretas entre Israel e o Líbano,e "concordaram em iniciar negociações diretas em data e local a serem mutuamente acordados".

Mas era impossível ignorar os desafios,a começar pelo principal ausente (por falta de convite),o grupo político-militar Hezbollah,aliado de Teerã e principal alvo de Israel no país árabe.

No comunicado,os israelenses dizem apoiar o desarmamento de "todos os grupos armados não estatais e o desmantelamento da infraestrutura terrorista no Líbano,reafirmando seu compromisso de trabalhar com o governo libanês para alcançar esse objetivo,a fim de garantir a segurança das populações de ambos os países".

O Líbano "ressaltou a necessidade de implementar a declaração de cessar-fogo de novembro de 2024",que encerrou a última ofensiva de Israel e que previa o desarmamento do Hezbollah — o grupo rejeita entregar suas armas,e o Estado libanês não parece ter meios para enfrentá-lo.

Além de pedir a pausa nos combates,Beirute fez um apelo por "medidas concretas para lidar com a grave crise humanitária que o país continua a sofrer em decorrência do conflito em curso",e defendeu sua soberania,ameaçada pelos planos de israelenses de ocupação do sul do território.

Por enquanto,sem sucesso.

(Com AFP)

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