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Preços a disparar: Coloca estes produtos no carrinho do supermercado?

Apr 16, 2026 estilo de vida saudável IDOPRESS

Os preços não param de subir e o cabaz alimentar monitorizado pela DECO PROteste voltou a estabelecer um novo recorde na semana passada. Na última semana,o pão de forma (12%),as cebolas (11%) e a alface frisada (8%) foram os produtos que mais encareceram.

 

"Por outro lado,se compararmos os preços atuais com os da primeira semana do ano,a 7 de janeiro de 2026,a maior subida percentual de preço verificou-se em produtos como o tomate (mais 63%),a couve-coração (mais 42%) e o peixe-espada-preto (mais 30 por cento)",adianta ainda a organização de defesa do consumidor. 

Já desde 5 de janeiro de 2022,"quando a DECO PROteste iniciou a monitorização do preço deste cabaz,os maiores aumentos percentuais foram os da carne de novilho para cozer (mais 126%),da couve-coração (mais 109%) e dos ovos (mais 84 por cento)".

O peixe destaca-se

A DECO PROteste explica ainda que o "peixe está entre os produtos cujo preço mais subiu desde o início do ano".

"Desde a primeira semana de 2026,as oito variedades de peixe monitorizadas no cabaz alimentar da DECO PROteste — bacalhau graúdo,dourada,salmão,pescada fresca,carapau,peixe-espada-preto,robalo e perca — já viram o seu preço subir 9,83 euros (mais 11,64 por cento). Se se comprar um conjunto com um quilo de cada uma destas variedades de peixe,gasta-se já 94,26 euros",pode ler-se no site da organização.

Por sua vez,o cabaz de 63 bens alimentares também está cada vez mais caro:

"Na última semana,o preço voltou a subir e a atingir um novo máximo histórico: 259,52 euros. Desde o início de 2026,já aumentou 17,69 euros (mais 7,32 por cento). Há cerca de quatro anos,a 5 de janeiro de 2022,para comprar exatamente os mesmos produtos,os consumidores gastavam menos 71,82 euros (menos 38,26 por cento)",explica.

O cabaz essencial de 63 produtos,monitorizado pela Deco PROteste,atingiu esta semana um novo máximo de 259,52 euros,mais 1,57 euros face à semana anterior,foi anunciado.

Lusa | 15:47 - 15/04/2026

A DECO PROteste deixa ainda um aviso: "Se o conflito no Médio Oriente continuar,é possível que os preços dos bens alimentares possam vir a subir ainda mais nos próximos meses. Esta guerra já provocou aumentos nos preços dos combustíveis e da energia,e os impactos já se fizeram sentir nas cadeias de abastecimento,tal como aconteceu com a crise energética provocada pelo início da guerra na Ucrânia". 

Além disso,"ao impacto das subidas de preços nos combustíveis somam-se ainda os prejuízos causados pelas tempestades de janeiro e fevereiro no País,cujos efeitos podem ainda não estar integralmente refletidos nos preços ao consumidor,assim como uma subida nos preços dos fertilizantes usados na agricultura".

"Alguns dos maiores produtores de fertilizantes agrícolas,e de matérias-primas para fertilizantes,estão localizados no Médio Oriente. Com grande parte destas mercadorias expedida por via marítima através do estreito de Ormuz,se o conflito na região se prolongar,os preços destes produtos podem vir a aumentar significativamente,o que resultará em bens alimentares mais caros",conclui a organização. 

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