pesquisa rápida
Hoje:

OMS: 13,5 milhões de bebês seguem sem nenhuma dose de vacina no mundo

Jul 17, 2026 estilo de vida saudável IDOPRESS

Vacinação sobe no Brasil. — Foto: Rodrigo Nunes/Ministério da Saúde

RESUMO

Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você

GERADO EM: 15/07/2026 - 15:27

Cobertura Vacinal no Brasil Supera Níveis Pré-Pandemia em 2025

Apesar da melhora na cobertura vacinal global em 2025,13,5 milhões de bebês ainda não receberam nenhuma dose de vacina,segundo a OMS e o Unicef. A cobertura global da vacina DTP subiu levemente,mas ainda está abaixo dos níveis pré-pandemia. Nas Américas e no Brasil,a recuperação foi mais acentuada,superando os índices de 2019. No Brasil,98% receberam a primeira dose da DTP,enquanto o número de "zero-dose" caiu para 50 mil. Desafios incluem abandono vacinal e hesitação,mas esforços como vacinação em escolas são cruciais. A cobertura contra HPV também avançou,com o Brasil registrando 86%.

O Irineu é a iniciativa do GLOBO para oferecer aplicações de inteligência artificial aos leitores. Toda a produção de conteúdo com o uso do Irineu é supervisionada por jornalistas.

CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO

A cobertura vacinal a nível global melhorou em 2025,mas 13,5 milhões de bebês ainda eram “zero-dose”,ou seja,não receberam nenhuma proteção durante o primeiro ano de vida,mostram novos dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O indicador utilizado pelas autoridades é a cobertura com a vacina tríplice bacteriana (DTP),que previne difteria,tétano e coqueluche. O esquema envolve três doses,aplicadas aos 2,4 e 6 meses de idade. No ano passado,90% dos bebês do mundo receberam a primeira dose,equivalente a 116 milhões de indivíduos.

Foram quase 750 mil bebês “zero-dose” a menos do que em 2024. Além disso,a cobertura subiu em relação aos três anos anteriores,de 2022 a 2024,em que se manteve em 89%. Nos dois anos mais críticos da pandemia,2020 e 2021,o percentual chegou a cair para 88% e 86%,respectivamente.

No entanto,a cobertura permanece abaixo dos 91% alcançados em 2019,antes da crise sanitária da Covid-19,e semelhante aos níveis registrados em 2009,quase duas décadas atrás. O mesmo cenário é observado entre aquelas que completaram o esquema com as três doses da DTP.

O percentual de crianças com as três doses chegou a 85% em 2025,o equivalente a 110 milhões de bebês,também uma melhora em relação aos cinco anos anteriores,quando o percentual variou de 81% a 84%. Porém,ainda abaixo dos 86% registrados em 2019. O número de bebês que iniciaram,mas não terminaram o esquema vacinal,no ano passado,foi de 7,3 milhões.

Continuar Lendo

— Estamos avançando,mas não com a velocidade que deveríamos. A cada dia,crianças estão morrendo por doenças que poderiam ser totalmente evitadas. O número de crianças “zero-dose” está diminuindo,o que é ótimo. Mas há um abandono vacinal grande e vemos que ainda não conseguimos recuperar o patamar pré-pandemia — diz Luciana Phebo,chefe de Saúde do Unicef no Brasil.

Mais da metade de todas as crianças "zero-dose" vive em contextos de fragilidade ou afetados por conflitos,embora esses locais concentrem apenas um terço da população infantil mundial. Os programas de imunização frequentemente enfrentam dificuldades devido a instabilidade política,insegurança ou subfinanciamento crônico,alertam a OMS e o Unicef.

"Toda criança,nascida na riqueza ou na pobreza,em tempos de paz ou de conflito,merece a proteção que salva vidas oferecida pelas vacinas. A imunização é uma das intervenções mais custo-efetivas,equitativas e confiáveis para proteger a saúde e o bem-estar das crianças”,afirma o diretor-geral da OMS,Tedros Adhanom Ghebreyesus,em nota.

Cobertura vacinal melhora em 2025,mas segue abaixo do pré-pandemia

Indicador utilizado pelas autoridades é a cobertura com a vacina tríplice bacteriana (DTP),tétano e coqueluche

Fonte: OMS / Unicef

Américas e Brasil recuperam cobertura vacinal

As únicas regiões do mundo que conseguiram recuperar a cobertura do período pré-pandemia,e até ultrapassá-la,foram as Américas e o Sudeste Asiático. No ano passado,92% dos bebês receberam a primeira dose da DTP nas Américas,e 86% completaram o esquema. Antes da Covid-19,os percentuais eram de 89% e 84%,respectivamente.

No Brasil,98% receberam a primeira dose,contra 79% em 2019. Já a terceira dose alcançou 86% dos bebês,o que,embora seja uma queda em relação aos 90% de 2024,é maior que os 70% registrados antes da pandemia. Em relação ao número de crianças “zero-dose”,houve uma diminuição de 255 mil para somente 50 mil em 2025.

— O Brasil vive um momento de recuperação de coberturas vacinais,que vem sendo progressiva e consistente,revertendo aquela tendência de queda que observamos de forma acentuada na pandemia,mas que tinha começado lá em 2016. Para a grande maioria das vacinas,tivemos aumentos importantes,ainda que não tenhamos conseguido alcançar a meta de 95%. Precisamos continuar trabalhando para consolidar essa recuperação e voltar a atingir o necessário — afirma a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm),Flávia Bravo.

Os números mostram um cenário semelhante quando analisada a cobertura com outra vacina importante,a tríplice viral,que previne sarampo,rubéola e caxumba. O sarampo,uma das doenças mais contagiosas do mundo,foi eliminada de países como o Brasil,mas a baixa vacinação mantém o vírus circulando em muitos lugares do mundo,como na Europa,o que eleva o risco de reintrodução no território brasileiro,como ocorreu em 2018.

A proteção é composta por um esquema de duas doses,uma aos 12 meses de idade e outra aos 15 meses. A nível global,a cobertura com a primeira foi de 84% em 2025,enquanto em 2019 era de 86%. Com a segunda dose,porém,o cenário é diferente: 77% completaram o esquema no ano passado,percentual que era inferior,de 71%,antes da pandemia.

Ambos os índices,permanecem muito abaixo do patamar de 95% necessário para prevenir surtos do vírus,alertam as autoridades. Como consequência,57 países registraram surtos grandes ou de grande impacto de sarampo em 2025.

— Um dos principais desafios é diminuir a taxa de abandono,muitas crianças não completam o esquema vacinal. E a falta de medo da doença,por ela não ser mais tão comum,como ocorre também com a pólio,acaba contribuindo para a perda de percepção de risco e a negligência com a vacinação. Mas todas as doenças podem voltar se baixarmos a guarda — alerta Flávia.

Nas Américas,a cobertura com a primeira e a segunda dose da tríplice viral no ano passado foi,respectivamente,de 88% e 78%,novamente acima do observado na média global e do registrado em 2019. No Brasil,o percentual com a primeira foi de 90%,uma queda em relação aos 96% observados em 2024. Para o esquema completo,foi de 76%,contra 81% do ano anterior. Antes da pandemia,os percentuais eram de 91% e 54%.

— No Brasil,iniciativas como a vacinação nas escolas são muito importantes,chegar às crianças onde elas estão,isso tem ajudado. Precisamos também de busca ativa para encontrar as crianças desprotegidas e vaciná-las. Mas o país avançou também em outra frente,que é a interoperabilidade dos sistemas de saúde. Então há uma melhora da cobertura que também é reflexo da melhor qualidade dos registros e dos sistemas — explica Luciana.

Flávia acrescenta que a desinformação e hesitação vacinal também seguem como desafios importantes a serem superados,que demandam uma esforço contínuo de comunicação das autoridades de saúde sobre a importância de ter a imunização em dia. Ela lembra que o território brasileiro é extenso e que as coberturas precisam ser elevadas por todo o país:

— Precisamos que a cobertura seja homogênea para termos a imunidade coletiva. Se tivermos bolsões de baixa cobertura,vamos propiciar ambientes com suscetíveis em que a doença pode se disseminar. São geralmente os locais em que nascem os surtos,que podem se espalhar pelo país.

Vacinação contra o HPV

Outro avanço foi observado com a cobertura vacinal contra o HPV,vírus causador de diversos tipos de câncer,como de colo de útero e de pênis. Globalmente,33% das meninas,o equivalente a 22,5 milhões,receberam pelo menos uma dose do imunizante em 2025,à medida que 15 novos países implementaram programas de vacinação contra o vírus. O percentual era de somente 17% em 2019.

Na região das Américas,a cobertura é significativamente superior: subiu de 58% para 71% no mesmo período. No Brasil,chegou a 86%. Aqui,a proteção faz parte do calendário da criança e do adolescente,indicada para todos os meninos e as meninas de 9 a 14 anos.

Desde 2024,o Brasil adota o esquema de aplicação única para simplificar a imunização depois que estudos mostraram a eficácia da estratégia. Até 31 de dezembro,jovens de 15 a 19 anos que não foram vacinados podem receber a proteção.

— É muito difícil levar o adolescente para o serviço médico,então a campanha de vacinação na escola é muito importante. E adaptar a comunicação para a faixa etária,porque as estratégias tradicionais podem não funcionar com esse público — orienta a diretora da SBIm.

Pesquisa rápida

Reportagem diária do entretenimento brasileiro:Receba todas as últimas notícias e atualizações de entretenimento - sua melhor fonte de todas as coisas da cultura pop! De resenhas de filmes a notícias musicais, nós ajudamos você. Mantenha-se informado e nunca perca as últimas novidades do mundo do entretenimento. Por favor, siga-nos a qualquer momento!

© Reportagem diária do entretenimento brasileiro