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Por que investigação contra Lulinha no STF ainda não avançou

Apr 15, 2026 Filmes IDOPRESS

Fábio Luis Lula da Silva,o Lulinha,filho do presidente Lula — Foto: Arquivo

Na mira da Polícia Federal (PF),o empresário Fábio Luís Lula da Silva – filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a ex-primeira-dama Marisa Letícia – teve o sigilo bancário,fiscal e telemático quebrado em janeiro deste ano por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça,mas até agora as investigações não avançaram.

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Segundo a equipe da coluna apurou,a apuração em torno de Lulinha está travada porque os investigadores ainda não concluíram a análise do material obtido com as quebras de sigilo do filho do presidente da República.

Mesmo assim,a avaliação preliminar de quem acompanha de perto o caso e já se debruçou sobre o material periciado é a de que não há,pelo menos neste momento,elementos robustos que justifiquem a adoção de medidas mais drásticas – como a prisão de Lulinha,por exemplo.

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Os desdobramentos da apuração do esquema bilionário de desvio de aposentadorias do INSS se tornaram foco de preocupação no Palácio do Planalto. O temor é o de que o escândalo abale o debate a eleição que promete ser mais uma vez apertada e polarizada,produzindo ainda mais estragos à aprovação de Lula e à sua difícil campanha pela reeleição.

Fontes ligadas à investigação disseram à equipe da coluna que integrantes do governo têm feito pressão nos bastidores para que a investigação de Lulinha seja arquivada,em uma tentativa de conter os danos provocados pela crise do INSS – cujo mais recente capítulo,na última segunda-feira (13),foi a demissão de Gilberto Waller da presidência do Instituto Nacional do Seguro Social.

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Conexões

A peça-chave do caso de Lulinha é a empresária Roberta Luchsinger,que se tornou alvo de busca e apreensão no âmbito da investigação das fraudes no INSS. Roberta também teve a quebra de sigilo determinada por decisão do ministro André Mendonça.

Amiga de Lulinha e herdeira de um ex-acionista do banco Credit Suisse,ela disputou na eleição de 2018 uma vaga de deputado estadual por São Paulo pelo PT,mas teve apenas 14,1 mil votos e não foi eleita. À época,declarou à Justiça Eleitoral um único bem,um apartamento de R$ 1,5 milhão.

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Uma das linhas de investigação da PF é se Roberta serviu como intermediária entre o filho do presidente da República e Antônio Camilo Antunes,conhecido como o “Careca do INSS”. No fim do ano passado,a PF informou ao Supremo que apurava citações a Lulinha no inquérito. Na representação,os investigadores diziam que ele “em tese,poderia atuar como sócio oculto” do “Careca do INSS”.

O filho do presidente chegou a viajar para Portugal com Antunes em novembro de 2024. De acordo com a defesa de Lulinha,a viagem foi feita a pedido do “Careca do INSS”,para que o filho do presidente o acompanhasse numa visita a uma fábrica de produtos de cannabis medicinal. Lulinha o teria conhecido por intermédio de Roberta.

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Os investigadores já encontraram cinco pagamentos do Careca para Roberta,no valor de R$ 300 mil cada,totalizando R$ 1,5 milhão entre novembro de 2024 e março de 2025. O “Careca do INSS” está preso preventivamente desde setembro do ano passado no âmbito da Operação Sem Desconto e é acusado de ser um dos principais beneficiários do esquema.

Em depoimento à PF,Edson Claro,um ex-funcionário de Antunes,disse que ele pagava uma mesada de cerca de R$ 300 mil ao filho do presidente da República. O teor do depoimento de Edson veio à tona após o material ser compartilhado com a CPI do INSS,que encerrou os trabalhos no mês passado.

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Conforme informou o blog,a Procuradoria-Geral da República (PGR) se opôs em dezembro do ano passado ao pedido da Polícia Federal de quebrar os sigilos do filho do presidente da República por avaliar que a PF não teria reunido elementos suficientes. Mendonça,porém,autorizou a quebra.

Pedido de indiciamento

As declarações de Edson foram mencionadas pelo relator da CPI,deputado Alfredo Gaspar (PL-AL),ao pedir o indiciamento de Lulinha no mês passado,sob a alegação de que ele teria recebido repasses do Careca do INSS via Roberta.

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O texto,no entanto,foi rejeitado pelo colegiado após uma articulação do Planalto. Antes,o governo já havia mobilizado a base aliada e conseguiu impedir a convocação de Lulinha para prestar depoimento à CPI.

Mesmo assim,Gaspar imputou quatro crimes para Lulinha em seu relatório: tráfico de influência,lavagem de dinheiro,organização criminosa e corrupção passiva.

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No relatório,o parlamentar disse que “está provado que o dinheiro roubado de aposentados e pensionistas foi utilizado em benefício de Lulinha para a aquisição,por Careca do INSS,de passagens de primeira classe em voos internacionais,bem como hospedagens de luxo em países europeus".

O que diz a defesa de Lulinha

Procurado pelo blog,o advogado Marco Aurélio de Carvalho,responsável pela defesa de Lulinha,defendeu o arquivamento do caso.

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“Não foi encontrado até o presente momento nada que pudesse constranger o Fábio,nem nenhuma irregularidade de qualquer natureza,nem um fato que o desabonasse. Acreditamos que,frente a ausência absoluta de ilegalidades ou ilicitudes,o caminho natural é o arquivamento das investigações”,afirmou.

“Ninguém quer que o Fábio seja tratado como alguém acima da lei,mas também não queremos que seja tratado como se tivesse abaixo dela. Em circunstâncias normais,se fosse o caso de qualquer outra pessoa,esse processo já estaria arquivado.”

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