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Bares onde se pode 'ouvir cada nota' são tendência para os amantes da música em Paris e Londres

Apr 17, 2026 Filmes IDOPRESS

Interior do Hidden Grooves,em Londres — Foto: Reprodução/Instagram

RESUMO

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GERADO EM: 16/04/2026 - 18:51

Bares de audição ganham popularidade em cidades globais e no Brasil

Bares de audição,inspirados nos "jazz kissa" japoneses,estão em alta em cidades como Paris e Londres,oferecendo aos amantes da música uma experiência sonora imersiva. Equipados com tecnologia de ponta e acústica refinada,esses espaços permitem ouvir cada detalhe musical,contrastando com o declínio das casas noturnas tradicionais. No Brasil,essa tendência também ganha força,trazendo uma nova forma de apreciar a música.

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Os puristas da música estão com sorte. Os "bares de audição" (ou "listening bars",em inglês) estão se multiplicando,inclusive no Rio de Janeiro,oferecendo sessões de audição musical em um ambiente tranquilo com equipamentos técnicos sofisticados. Esses bares,que surgiram no Japão,contam com salas à prova de som e equipamentos de áudio caros para proporcionar uma experiência sonora quase ao vivo,no conforto de um sofá luxuoso.

"Realmente permite que você ouça cada palavra,cada instrumento,cada nota",disse Camille Calloch,de 31 anos,à AFP ao sair do bar parisiense Listener,onde acabara de participar de uma sessão dedicada à estrela britânica do neo-soul,Sampha.

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Localizado no coração da capital,este bar possui equipamentos avaliados em mais de US$ 200 mil,incluindo caixas de som monumentais que reproduzem um som cristalino.

"Temos uma relação completamente diferente com a música",disse Jérôme Thomas,cofundador do Listener. "Não se trata mais do consumo acelerado que temos hoje com streaming e fones de ouvido minúsculos. Queríamos que todos pudessem dedicar tempo para redescobrir o trabalho de seus artistas favoritos",explica ele.

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Tendência Global

Segundo ele,as sessões de audição em seu estabelecimento podem deixar até os fãs mais puristas sem palavras. "Vemos pessoas chegando com um sorriso e dizendo: 'Eu achava que sabia essa música de cor,ouço ela há 15 anos. Percebi uma nova instrumentação. Consegui ouvir as mixagens do engenheiro de som'",explica Thomas.

Nesses "bares de audição",os MP3s,que comprimem o som,são malvistos. Aqui,o vinil reina absoluto,e o som viaja por cabos de última geração até grandes caixas de som vintage. Ao lado delas,caixinhas Bluetooth parecem ridículas.

Ambiente do Eavesdrop,em Nova York — Foto: Reprodução/Instagram

A ascensão desses templos da música contrasta fortemente com o declínio da vida noturna em clubes em muitas cidades,onde o aumento dos aluguéis e a mudança no estilo de vida dos jovens reduziram a popularidade das casas noturnas.

“Houve uma verdadeira explosão desse tipo de lugar ultimamente”,diz Dan Wissinger,coproprietário do bar Eavesdrop,em Nova York,que oferece uma sala de audição “ativa” e outra mais “social”. Uma característica fundamental de qualquer bar desse tipo é que seus espaços são projetados para música,explica ele.

“Se não tiverem tratamento acústico,são apenas falsos bares de audição”,alerta. “Em um espaço de hospitalidade,se você não tiver bons amortecedores acústicos,a música não será a primeira coisa que as pessoas ouvirão.”

Influência Japonesa

Em Londres,lar de alguns dos primeiros bares audiófilos da Europa,como o Brilliant Corners e o Jumbi,um novo espaço desse tipo,o Hidden Grooves,acaba de abrir em um hotel do Virgin Group. Lá dentro,você pode ver,e acima de tudo,ouvir,uma coleção de 5 mil discos de vinil e caixas de som que valem dezenas de milhares de dólares.

Interior do Hidden Grooves,em Londres — Foto: Reprodução/Instagram

"Um verdadeiro bar de audição atende a todos os requisitos para quem quer sentir a música",diz Neil Aline,diretor de entretenimento cultural da Virgin.

Como muitos outros,este ex-DJ e organizador de festas não se esquece de homenagear aqueles que iniciaram a tendência: os "jazz kissa" do Japão,bares que surgiram na década de 1930 onde se podia ouvir jazz em paz e tranquilidade,e que perduram até hoje.

"Quando eu estava em turnê,entrava nesses bares em Tóquio e Kyoto e pensava: 'Isso é incrível'",lembra Aline. "É uma experiência musical radicalmente diferente daquela que se vivencia em salas de concerto ou clubes."

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