
O Palácio Guanabara,sede do governo do estado — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
GERADO EM: 29/04/2026 - 21:18
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O Estado do Rio de Janeiro atravessa um momento que exige responsabilidade institucional e,sobretudo,convergência. A recente transição no comando do Executivo,com a assunção interina pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro,desembargador Ricardo Couto,coloca o estado diante de decisões que impactam diretamente a confiança da sociedade em suas instituições.
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As medidas adotadas pelo governador em exercício,voltadas à revisão de estruturas,à reavaliação de contratos e à reorganização da máquina pública,não se limitam a uma agenda de continuidade. Indicam um movimento concreto de correção de rumos,com potencial para enfrentar distorções históricas e restabelecer parâmetros mais rigorosos de gestão pública. Trata-se de esforço que exige respaldo institucional claro e inequívoco.
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Não é momento de hesitação. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região — que abrange as seções judiciárias do Rio de Janeiro e do Espírito Santo —,assim como o Ministério Público,os órgãos de controle e demais instituições devem atuar de forma coordenada e responsável,apoiando iniciativas alinhadas ao interesse público e à legalidade. A fragmentação,em contextos como este,apenas compromete a capacidade de resposta do Estado.


A interinidade no governo não reduz a urgência das decisões — ao contrário,impõe a necessidade de respostas firmes. A agenda em curso demanda não apenas compreensão,mas cooperação efetiva entre os Poderes,para que as medidas adotadas produzam resultados concretos e duradouros.
O Rio de Janeiro já experimentou os efeitos da desarticulação institucional. Também sabe reconhecer quando há direção e propósito. É fundamental que,neste momento,as instituições estejam à altura do desafio e atuem na mesma direção,inclusive na atenção a temas estruturais para a economia fluminense.
Mais que preservar a estabilidade,é preciso criar condições para que o estado avance. Isso passa,necessariamente,pelo fortalecimento das ações em curso e pela proteção de receitas estratégicas do excelente governo interino,que sustentam políticas públicas essenciais.
Este é,portanto,um momento de escolha: ou se consolida a reconstrução institucional,agora em curso,com apoio efetivo das instituições,ou se corre o risco de prolongar um ciclo de instabilidade e perda de capacidade de investimento. O interesse público deve prevalecer.
O Rio de Janeiro precisa de instituições firmes,coordenadas e comprometidas com resultados. E isso exige,agora,alinhamento em torno de uma agenda que permita ao estado retomar,com consistência,o caminho iniciado da eficiência e da credibilidade.
*Luiz Paulo da Silva Araújo Filho,desembargador,é presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região
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