
Artistas jogam e se inspiram nas cartas — Foto: Reprodução
GERADO EM: 29/05/2026 - 19:14
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O que une a cantora Dua Lipa,as atrizes Emma Stone e Anya Taylor-Joy e os estilistas Jonathan Anderson,da Dior,e Michael Rider,da Celine? A resposta está nos mistérios do tarô. Eles — e mais uma turma das artes — recorrem às cartas na hora de tomar decisões importantes não só na vida pessoal,mas também na carreira. “É uma ferramenta muito usada por criativos para auxiliar em projetos. A data marcada é boa? Quais os melhores lugares para realizar? Quem se deve trazer para perto? É possível encontrar respostas sobre uma série de decisões”,explica Adriana Kastrup,44 anos de profissão e conhecida por atender nomes como Lilia Cabral,Carolina Dieckmann e Ingrid Guimarães. “O tarô é um instrumento que abre mil possibilidades. Ele nos conta o que vem por aí e aponta os melhores caminhos.”
Em março passado,mesmo mês em que desfilou a nova coleção da Celine,o estilista americano Michael Rider apareceu no feed do Instagram do amigo e tarólogo Trevor Ballin com o jogo aberto,em que aparecem cartas como o Mago,a Roda da Fortuna e os Enamorados. “Esta combinação aponta beleza,romantismo e ousadia”,diz Adriana Kastrup. Ballin também costuma abrir o jogo de Jonathan Anderson,da Dior.
Para a pesquisadora e analista de moda Paula Acioli,o misticismo é algo que acompanha grandes nomes da moda. “Elsa Schiaparelli tinha fascínio pela astrologia,tema de uma de suas coleções mais icônicas; Chanel pelos números,em especial o cinco; e Christian Dior pela cartomancia”,afirma Paula. “O retorno do tarô em tempos nos quais nem algoritmos conseguem prever o futuro faz todo o sentido.”
O tarô é tão marcante na história da Dior,que inspirou uma coleção inteira em 2021,criada pela então diretora criativa Maria Grazia Chiuri. Christian Dior,inclusive,tinha uma cartomante de confiança,Madame Delahaye. Segundo o podcast A.B.C.Dior,foi a Estrela,um dos 22 Arcanos Maiores,que fez com que o designer percebesse que estava tomando a decisão certa ao lançar a marca,em 1947. “Trata-se da carta da felicidade”,diz Kastrup. A taróloga lança,amanhã,a nova edição do livro “A vida pelo tarot”,às 18h30,com bate-papo sobre prosperidade na Livraria da Travessa,no Shopping Leblon.

Dior se inspira no tarot para coleção alta-costura — Foto: Reprodução
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A astróloga e diretora criativa Constança Basto,que vive entre o Rio e a Itália,também é adepta do tarô. “Ajuda a direcionar as escolhas em um processo criativo”,analisa. Não à toa,artistas estão nessa lista também. Na música,Dua Lipa já mostrou que é fã declarada das cartas. Em entrevista à Vogue,mostrou seu próprio baralho. Björk declarou que as capas de seus álbuns são pensadas como personagens de cartas. A estética também aparece no trabalho de Lady Gaga,como no visual de “Abracadabra”. Para a astróloga Tatiana Grimberg,amante das cartas,isso se justifica porque a sensibilidade de quem trabalha com arte é aguçada: “O mundo da intuição está cada vez mais conectado”.

Jonathan Anderson jogando tarot — Foto: Reprodução/Instagram
Até o beatle Paul McCartney já se inspirou no baralho,quando a carta do Louco — ou Tolo — foi o gatilho para compor “The fool on the hill”. Ele se surpreendia ao ver a frequência com que saía sempre em seu jogo. Adriana Kastrup explica que esta é a carta dos artistas: “Fazendo uma alusão,ela representa as artes mais visionárias e alternativas”.
Afinal,de visionário e louco,todo artista tem um pouco
© Reportagem diária do entretenimento brasileiro