
'Cromofobia' — Foto: Marcella Saraceni
GERADO EM: 04/06/2026 - 16:06
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Na volta de uma viagem pela colorida Ilha do Marajó,no Pará,no início do ano,a fotógrafa carioca Marcella Saraceni,trouxe na bagagem a vontade de criar um ensaio-manifesto contra a onipresença do nude. Para ela,muita gente está com cromofobia,ou seja,o medo de usar a cor,como se apenas tons terrosos ou bege fossem considerados elegantes,do vestir à casa.
“O Brasil é camada sobre camada. Textura,mistura,improviso,calor. Vejo que muita gente está com cromofobia. Mas,no Marajó,usam os tons fortes de maneira autêntica em todos os aspectos da vida”,afirma. “Passamos a aderir ao minimalismo como se só isso fosse elegante.”

'Cromofobia' — Foto: Marcella Saraceni
Formada em Fotojornalismo e Letras,ela tem uma carreira marcada por ensaios poéticos,em que utiliza a imagem como pura forma de expressão. De câmera em punho,com um fundo colorido e o Arpoador como cenário,clicou o ensaio que colore estas páginas. Para a fotógrafa carioca Bá Rosalinski,seu olhar atento reflete um movimento: “Ela materializa uma percepção de sociedade”,comenta.
Especialista no estudo da cor,Thalita Carvalho,da plataforma de decoração Casa de Colorir,conta que ouviu o termo “cromofobia” pela primeira vez há dois anos,ao conhecer o livro de David Batchelor. “Critico o ‘bege do medo’,adotado por insegurança. Há diferenças entre ‘neutro ativo’ e ‘neutro passivo’: o problema é o segundo”,destaca.
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'Cromofobia' — Foto: Marcella Saraceni
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