
Marta em amistoso do Brasil x Estados Unidos,no último sábado — Foto: Lívia Villas Boas/Staff Images
GERADO EM: 08/06/2026 - 20:01
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Enquanto o planeta volta os olhos para a Copa do Mundo,o Brasil se prepara para a versão feminina,a ser realizada pela primeira vez no país,em 2027. O tema ganhou destaque no Rio2C,com painéis sobre o avanço recente da modalidade,que leva milhares de pessoas aos estádios,principalmente na Europa,e tem grande potencial econômico.
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A transmissão da última Copa feminina na Globo alcançou 56 milhões de pessoas,há três anos. Mesmo assim,convencer uma marca a patrocinar equipes femininas ainda exige esforço,afirmou Dani Schneider,CEO da Agência de Atletas,empresa de marketing esportivo.
— A audiência é subestimada. Não é mais filantropia,mas ainda é preciso explicar a força do produto ao mercado — disse ela.
Marcas que entenderam esse ativo saíram na frente. Na última Copa,o iFood fez uma parceria com a Cazé TV para transmitir jogos no próprio aplicativo. Na época,a proposta se baseou em três argumentos,frisou Mairá Mendonça,head de marketing da empresa: dados e resultados efetivos,posicionamento estratégico e conexão cultural e emocional.
— O projeto mostrou um olhar visionário que as marcas podem ter. Ir para o esporte é ir a um lugar emocional,sair só do transacional e consumo. Cria conexão com a comunidade — explicou Mairá,na mesa “A Nova Economia do Esporte Feminino: Protagonismo,Marcas e Patrocínio”.
As parcerias podem ir além dos patrocínios em transmissões de eventos. Com investimentos da Petrobras,por exemplo,a Ferroviária está construindo o primeiro Centro de Treinamento do Brasil dedicado exclusivamente ao futebol feminino. Outra iniciativa apoiada pela estatal foi a versão feminina do Cartola. Em 2025 foram criados 220 mil times no fantasy game.
— A gente precisa ter referências para mudar uma cultura. Conforme a gente vai abrindo os espaços,o futebol feminino vai ficando natural — afirmou Ana Claudia Esteves,gerente de publicidade e mídia da Petrobras.
Para Juliana Agatte,secretária da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Ministério dos Esportes,o Mundial é uma plataforma de política pública no Brasil,com o objetivo de profissionalizar o esporte em todas suas fases.
— Diferente da Copa de 2014,e suas grandes infraestruturas,temos focado no legado social e esportivo,para que a gente consiga dar o recado e desconstruir preconceitos que permeiam o futebol feminino — afirmou Agatte,na mesa “Copas do Mundo: Mídia,Cultura e o Futuro do Futebol”.
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