
Nunca foi tão caro ir às compras e o cabaz alimentar monitorizado semanalmente pela DECO PROteste voltou a estabelecer um novo recorde: custa agora 257,95 euros. Se costuma comprar massa esparguete,massa espiral e atum posta em óleo vegetal saiba que estes foram os produtos que mais encareceram na última semana.
Na última semana,entre 1 e 8 de abril,os produtos cujo preço mais aumentou percentualmente foram o esparguete (mais 24%),a massa em espirais (mais 18%) e o atum posta em óleo vegetal (mais 16 por cento).
Já se compararmos os preços atuais com os da primeira semana do ano,a 7 de janeiro de 2026,a maior subida percentual de preço verificou-se em produtos como o tomate (mais 55%),a couve-coração (mais 44%) e a curgete (mais 32 por cento).
Por outro lado,desde 5 de janeiro de 2022,quando a DECO PROteste iniciou a monitorização do preço deste cabaz,os maiores aumentos percentuais foram os da carne de novilho para cozer (mais 124%),da couve-coração (mais 113%) e dos ovos (mais 84 por cento).
"O preço do cabaz de 63 bens alimentares monitorizado pela DECO PROteste desde janeiro de 2022 voltou a atingir um novo máximo histórico. Na última semana,aumentou 2,95 euros (mais 1,16%) e custa agora 257,95 euros. Desde o início do ano,a subida foi já de 16,12 euros (mais 6,67 por cento). Há cerca de quatro anos,a 5 de janeiro de 2022,para comprar exatamente os mesmos produtos,os consumidores gastavam menos 70,25 euros (menos 37,42 por cento)",explicou a organização de defesa do consumidor.
O cabaz essencial de 63 produtos,monitorizado pela DECO PROteste,atingiu esta semana um novo recorde de 257,95 euros,mais 2,95 euros face à semana passada.
Lusa | 16:18 - 08/04/2026
Importa referir que,"se o conflito no Médio Oriente continuar,é possível que os preços dos bens alimentares possam vir a subir ainda mais nos próximos meses".
"Esta guerra já provocou aumentos nos preços dos combustíveis e da energia,e os impactos já se fizeram sentir nas cadeias de abastecimento,tal como aconteceu com a crise energética provocada pelo início da guerra na Ucrânia",adianta a organização.
Mais: "Ao impacto das subidas de preços nos combustíveis somam-se ainda os prejuízos causados pelas tempestades de janeiro e fevereiro no País,cujos efeitos podem ainda não estar integralmente refletidos nos preços ao consumidor,assim como uma subida nos preços dos fertilizantes usados na agricultura. Alguns dos maiores produtores de fertilizantes agrícolas,e de matérias-primas para fertilizantes,estão localizados no Médio Oriente. Com grande parte destas mercadorias expedida por via marítima através do estreito de Ormuz,se o conflito na região se prolongar,os preços destes produtos podem vir a aumentar significativamente,o que resultará em bens alimentares mais caros".
A cesta alimentar inclui carne,congelados,frutas e legumes,laticínios,mercearia e peixe.
Entre outros,são considerados produtos como peru,frango,carapau,pescada,cebola,batata,cenoura,banana,maçã,laranja,arroz,esparguete,açúcar,fiambre,leite,queijo e manteiga.
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