
Basílica Imaculado Coração de Maria comemora 60 anos — Foto: Divulgação
Recentemente,a Secretaria municipal de Turismo do Rio (SMTUR-Rio) lançou o “Rio Digital Influencer 2026”,quarta edição de um projeto dedicado a escolher “influenciadores” para,entre outras finalidades,divulgar a cidade. Entre os quesitos obrigatórios,chama a atenção a necessidade de que os candidatos tenham,no mínimo,cem mil seguidores nas redes sociais. Apesar de não haver pesquisas que determinem quantos produtores de conteúdo no Rio se encaixam nesse universo,não é complicado entender que é desafiador alcançar organicamente esse patamar. Há perfis de veículos de comunicação centenários no Brasil,por exemplo,que ficam de fora.
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O resultado disso é a imediata exclusão de,entre outros,pequenos produtores de nicho,“microinfluenciadores” e outras figuras que equilibram pratos para entregar conteúdos ricos a suas comunidades e educar. Há excelentes trabalhos digitais ligados ao afroturismo,cidade inclusiva,guiamento responsável,turismo em pequenas favelas e por aí vai. Todos estão fora da oportunidade de participar. Todos esses não estão sendo observados pelo poder público. E eles são fundamentais para abrir portas a diversos tipos de turismo,impulsionando zonas menos favorecidas pelo mainstream e por um grande bloco de criadores que utilizam somente a Zona Sul como cenário.
Os dez escolhidos vão ter acesso a festas,shows,camarotes e algo do gênero. Outro problema: como será feita essa escolha? O edital traz critérios do tipo “conteúdos inovadores e criativos de diversos assuntos” e “capacidade de gerar engajamento e interagir com o público,propondo diálogos sobre a Cidade do Rio de Janeiro”. É o famoso pode tudo ou nada,depende apenas de quem está olhando. Enquanto o mundo discute ações parrudas,complexas e integradas para capacitar e potencializar os moradores e turistas como propagadores das mais diferentes texturas do município,ainda estamos no capítulo 1 do livro. Pena.
A calçada musical,uma pérola de Vila Isabel,foi criada em 1965,durante as comemorações dos 400 anos do Rio de Janeiro. O projeto foi elaborado pelo arquiteto Orlando Magdalena,morador do bairro,e transformou o passeio do Boulevard 28 de Setembro em uma homenagem permanente à música popular brasileira.
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Ali há homenagens a Noel Rosa,Chiquinha Gonzaga,Pixinguinha,Ary Barroso e Martinho da Vila,entre outros. Além das personalidades,há reunião de desenhos de instrumentos,notas e partituras de grandes clássicos da música brasileira. Entre elas está “Aquarela do Brasil”,uma das canções brasileiras mais conhecidas no mundo.
Uma igreja inspirada na arquitetura islâmica medieval se tornou um dos cartões-postais do subúrbio do Rio. A Basílica Menor do Imaculado Coração de Maria,no Méier,é um dos exemplos mais marcantes do estilo "neomourisco" na cidade.
O projeto foi elaborado pelo arquiteto espanhol Adolfo Morales de los Ríos,que buscou referências nas construções da Andaluzia,região da Espanha que permaneceu durante quase oito séculos sob domínio muçulmano.
Inaugurada em 1917,a igreja reúne mosaicos,azulejos,arcos e molduras rendilhadas inspirados na arte mourisca. Os elementos aparecem principalmente na nave central e ajudam a dar ao templo uma aparência rara entre as construções religiosas do Rio de Janeiro.
Uma construção de 1752 ainda preserva marcas do trabalho realizado por pessoas escravizadas no Rio colonial. A Ponte dos Jesuítas,em Santa Cruz,está entre as mais antigas do Brasil e é um importante exemplar da arquitetura colonial carioca.
O caminho conserva trechos do calçamento conhecido como pé de moleque,formado por pedras encaixadas manualmente. A execução desse tipo de pavimento exigia um trabalho pesado. A ponte integrou o conjunto de obras que organizava a circulação e o controle das águas na antiga Fazenda de Santa Cruz.
Por fim
Qual cidade queremos divulgar?
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