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Eleições no Peru: Com 63 mil impedidos de votar por falhas de organização, boca de urna indica 2º turno

Apr 13, 2026 Tecnologia IDOPRESS

Keiko Fujmori vota em Lima: em pleito marcado por falhas graves,candidata aparece como favorita em pesquisas boca de urna — Foto: AFP

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GERADO EM: 12/04/2026 - 21:23

Desorganização marca eleições no Peru: 63 mil não votam e críticas surgem

As eleições presidenciais no Peru foram marcadas por desorganização,com 63 mil eleitores impedidos de votar devido à falta de cédulas em 211 mesas. Keiko Fujimori lidera,segundo pesquisas de boca de urna. A crise política e o retorno ao sistema bicameral tornaram o pleito imprevisível,com 35 candidatos concorrendo. As autoridades estenderam o horário de votação,mas o caos gerou críticas e pedidos de medidas legais.

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Em uma jornada eleitoral que já se desenhava imprevisível pela quantidade de candidatos na disputa,as eleições presidenciais no Peru deste domingo foram marcadas por graves falhas de organização e atrasos prolongados que impediram ao menos 63 mil eleitores de depositarem seus votos nas urnas — muitas das quais sequer chegaram a ser abertas até o fechamento das seções eleitorais às 18h (20h em Brasília). Pesquisas boca de urna apontam que a candidata Keiko Fujimori,filha do ex-ditador condenado por violações de direitos humanos,Alberto Fujimori,venceu o primeiro turno — embora a expectativa seja de que a apuração não seja concluída antes da madrugada de segunda-feira.

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A eleição de domingo marcou o retorno precoce dos peruanos às urnas após as destituições de Dina Boluarte e de seu sucessor interino,José Jerí. Em meio à crise política que fez o país atingir a marca de oito presidentes em 10 anos,35 candidatos apresentaram seus nomes como opção. Além da escolha do novo chefe do Executivo,os eleitores também votaram pela primeira vez em mais de três décadas para duas Casas Legislativas,com o restabelecimento do sistema bicameral.

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A imprevisível jornada se tornou ainda mais incerta quando grandes filas começaram a se formar em frente a locais de votação previamente designados pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE,na sigla em espanhol) e pela Justiça Nacional Eleitoral (JNE),sem que os eleitores pudessem votar no horário estabelecido. Autoridades eleitorais justificaram que os atrasos ocorreram porque uma empresa contratada para fornecer cédulas de votação não apareceu a tempo. A informação oficial foi de que até às 13h (15h em Brasília),até 30% dos locais de votação não haviam sido abertos.

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Em uma tentativa de remediar os atrasos,o chefe do JNE,Roberto Burneo,anunciou que as urnas ficariam abertas além do previsto inicialmente,em uma tentativa de garantir o direito ao voto dos eleitores das seções afetadas. Policiais e funcionários do Ministério Público peruano chegaram a realizar diligências na sede da ONPE e na empresa que teria o encargo de distribuir as cédulas. Mas,ao fim do dia,o chefe da ONPE,Piero Corvetto,admitiu que 211 mesas eleitorais não chegaram a ser abertas,comprometendo o direito ao voto de cerca de 63 mil pessoas.

O caos no dia da votação levou a uma reação colérica entre os candidatos. César Acuña,candidato pelo APP,pediu que Corvetto fosse denunciado criminalmente por omissão de funções,enquanto Roberto Chiabra,candidato do Unidad Nacional,afirmou que "nem na época da subversão tantos peruanos ficaram sem exercer seu direito ao voto". O partido de Keiko pediu a extensão da votação até segunda-feira,enquanto Rafael López Aliaga,ex-prefeito de Lima,afirmou que o colapso do sistema eleitoral teria prejudicado até 1 milhão de eleitores.

— Nossos observadores relatam atrasos muito graves em algumas mesas de votação devido à falta de material eleitoral em Lima — disse Álvaro Henzler,chefe da organização de monitoramento eleitoral Transparencia,em entrevista coletiva. — Pedimos às autoridades que expliquem essa situação,que é inédita.

Pessoas aguardam em fila do lado de fora de uma seção eleitoral em Lima,em 12 de abril de 2026 — Foto: Luis Robayo/AFP

Impacto imprevisível

Embora a quantidade de candidatos na disputa presidencial tornasse quase certa a necessidade de um segundo turno em junho,não está claro o quanto as perturbações do dia de votação impactarão nas eleições de deputados e senadores — ou mesmo na própria definição dos presidenciáveis que chegarão à disputa direta. Cerca de 27 milhões de pessoas estavam aptas a votar no domingo.

Pesquisas boca de urna apontam uma margem curta entre os candidatos à Presidência: Keiko,candidata do Força Popular que já aparecia como favorita em levantamentos prévios,teria obtido 16,5% dos votos,segundo pesquisa da Datum/América TV. Em segundo lugar aparece López Aliaga,com 12,8%,seguido por Jorge Nieto,do Partido do Bom Governo,com 11,6% dos votos,e Ricardo Belmont,do Partido das Obras Cívicas,com 10,5%.

A expectativa é de que o avançar das apurações apresente um cenário mais preciso por volta da meia-noite desta segunda-feira (2h em Brasília),quando as autoridades eleitorais disseram que pretendem ter ao menos 60% dos votos apurados.

Não está claro que medidas jurídicas os candidatos que eventualmente se sentirem prejudicados pelo impedimento dos eleitores poderia apresentar. Em um pronunciamento público,Corvetto se limitou a dizer que medidas seriam tomadas para que os eleitores que não conseguiram votar não fossem punidos. Parte do eleitorado protestou ainda no domingo contra supostas irregularidades no processo eleitoral.

— Disseram que as cédulas estavam atrasadas. Como não tinham mais fornecedores? Como não conseguiram se organizar melhor para evitar algo assim? — questionou Katia Burneo,que votava em uma escola no distrito de Miraflores,em Lima. (Com Bloomberg,AFP e El Comercio)

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