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No último dia, CPI do Crime Organizado vota relatório final com apontamentos sobre caso Master

Apr 14, 2026 Tecnologia IDOPRESS

Senador Alessandro Vieira,relator da PEC da Blindagem na CCJ — Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

RESUMO

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GERADO EM: 13/04/2026 - 15:31

CPI do Crime Organizado encerra com relatório sobre Banco Master

A CPI do Crime Organizado encerra suas atividades ouvindo Cláudio Castro e votando no relatório final focado no caso Banco Master,elaborado por Alessandro Vieira. O relatório destaca falhas de fiscalização,uso de estruturas financeiras complexas e conexões políticas. A investigação sofreu limitações impostas pelo STF,que afetaram a obtenção de provas. A expectativa é de que o documento traga avanços sobre figuras-chave como Daniel Vorcaro.

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A CPI do Crime Organizado chega ao seu último dia nesta terça-feira,quando vota o relatório final que deve consolidar o caso do Banco Master como parte das investigações. O encerramento ocorre sob o impacto de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que,ao longo dos trabalhos,limitaram quebras de sigilo,flexibilizaram depoimentos e reduziram o alcance da comissão,que termina com um diagnóstico amplo sobre o esquema investigado,mas com lacunas na produção de provas.

A CPI também iria ouvir o ex-governador do Rio Cláudio Castro,mas ele cancelou a sua participação.

Convocado como testemunha,ele foi chamado a detalhar a atuação do crime organizado no Rio,apontado pela CPI como um dos principais centros da infiltração de facções e milícias no Estado,e a apontar falhas estruturais no enfrentamento dessas organizações.

Elaborado pelo relator Alessandro Vieira,o relatório final deve sustentar a linha de que o caso do Banco Master não se resume a irregularidades isoladas,mas revela um arranjo mais amplo,que combina fragilidades de fiscalização,uso de estruturas financeiras complexas e conexões políticas.

No texto,o banco aparece como um dos principais fios condutores da investigação. A avaliação entre integrantes da CPI é de que houve falhas relevantes de supervisão por parte do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliário (CVM),ao mesmo tempo em que se estruturou um circuito de movimentação de recursos suspeitos dentro do sistema financeiro formal.

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A discussão sobre pedidos de indiciamento ainda está em aberto e o próprio relator tem evitado antecipar conclusões.

— Estamos em trabalho de construção ainda. Não tenho como antecipar — afirmou Vieira.

Mesmo assim,nos bastidores,há a expectativa de que o documento avance sobre personagens-chave do caso,como o empresário Daniel Vorcaro e operadores ligados ao conglomerado investigado.

Também segue no radar a situação do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha,a partir de dois eixos: o papel do BRB nas tentativas de sustentação ao Master e a relação financeira entre fundos ligados ao banco e seu escritório de advocacia.

A avaliação de parte dos senadores é de que esses elementos podem indicar conflito de interesses ou justificar a abertura de investigação formal.

O relatório deve ainda avançar sobre a relação entre fundos de investimento sob suspeita e agentes públicos,numa tentativa de mapear como essas estruturas foram utilizadas para dar lastro a operações financeiras e estabelecer conexões políticas.

Entram nesse eixo fundos ligados ao próprio Banco Master e à Reag Investimentos,além de veículos associados a operações investigadas na Operação Compliance Zero,como a Maridt Participações de propriedade do ministro Dias Toffoli.

No capítulo final,o documento deve registrar as limitações enfrentadas pela CPI ao longo dos trabalhos,com críticas às decisões do STF.

A Corte anulou quebras de sigilo aprovadas pelo colegiado,como a da Maridt,suspensa por decisão do ministro Gilmar Mendes,e passou a garantir o direito ao silêncio e a presença facultativa de investigados.

Entre os beneficiados que não depuseram estão Ibaneis e o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto.

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