
Look da Valentino — Foto: GettyImages
GERADO EM: 03/06/2026 - 17:37
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Ao longo da História,as golas transmitiram mensagens variadas. Autoridade,intelectualidade,romantismo,status,timidez,ousadia. Subiram e desceram inúmeras vezes,de acordo com o zeitgest. Nesta temporada,estão definitivamente em alta. Basta dar uma olhada nas últimas coleções internacionais: Valentino,Loewe,Chloé,Ralph Lauren... A lista de etiquetas que colocou o pescoço no foco é imensa. “Deixam qualquer modelagem mais forte e poderosa”,diz a stylist Manu Carvalho.

Vestido da grife francesa Chloé — Foto: GettyImages
A gola rufo,que atingiu o seu auge no século XVI,na Era Elisabetana,voltou adaptada e pronta para a arrematar vestidos e camisas com tom dramático,como na Erdem. Na Valentino,também há modelos maximalistas que remetem ao passado. Na Chloé,a gola alta complementa o visual boho sofisticado. “Essa predominância,em coleções internacionais e nacionais,reflete o empoderamento feminino que estamos vivendo”,analisa Manu. “Desde o modelo minimalista ao barroco,é um recurso capaz de conferir altivez às mulheres.”

A gola superalta na proposta da Courreèges — Foto: GettyImages
Formas arquitetônicas,laços e broches são outra vertente. “Hoje as golas são extensões,mas já foram acabamento,separadas das roupas”,frisa a estilista e professora da PUC-Rio Luiza Marcier. Representante da estética existencialista do pós-Segunda Guerra,a rulê foi eternizada pela atriz norte-americana Jean Seberg (1938-1979),no filme “Acossado” (1960),de Jean-Luc Godard (1930-2022). Em 2026,esticada ao máximo,ganhou o nome de funil,como mostra Courrèges.
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A função primordial desafia o tempo: “Protegem o pescoço e emolduram o rosto”,conclui Luiza.
© Reportagem diária do entretenimento brasileiro