
Mulheres se refrescam em um aspersor de água durante um dia quente e ensolarado em Viena,Áustria — Foto: JOE KLAMAR / AFP
GERADO EM: 01/07/2026 - 05:32
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Pelo menos 1.028 mortes foram atribuídas ao calor na Espanha em junho,mês marcado por uma onda de calor que afetou boa parte da Europa,segundo dados publicados nesta quarta-feira pelo Instituto de Saúde Carlos III,sediado em Madri.
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O número é mais que o dobro do registrado no mesmo mês de 2025,quando foram contabilizadas 407 mortes atribuídas ao calor. Na ocasião,junho já havia sido o mais quente desde o início da série histórica,segundo a agência meteorológica espanhola Aemet.
Junho também encerrou o primeiro semestre mais quente já registrado na Espanha,informou a Aemet.
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As estimativas de mortalidade são baseadas em um sistema chamado "MoMo" (Monitoramento da Mortalidade),que registra diariamente o número de mortes na Espanha e calcula a diferença entre a mortalidade observada e a esperada com base em séries históricas.
O sistema também leva em consideração fatores como as temperaturas registradas pela Aemet.
Em 2025,entre meados de maio e o fim de setembro,foram atribuídas 3.832 mortes ao calor na Espanha,segundo o sistema MoMo.
Por sua vez,a Aemet informou que o primeiro semestre de 2026 foi "o mais quente para o conjunto da Espanha desde o início dos registros",com uma temperatura cerca de 1,6°C acima da média.
"Os sete primeiros semestres mais quentes da série histórica (iniciada em 1961) ocorreram nos últimos dez anos",destacou a Aemet na rede social X.
No mês de junho deste ano,marcado pelo forte calor que atingiu diversos países da Europa,foi registrado "o segundo junho mais quente da série histórica,com uma temperatura média de 3,2°C acima do normal,superado apenas pelo de 2025",informou a agência meteorológica.
Os dias 22 de junho,com temperatura média de 28,17°C,e 23 de junho,com média de 28,08°C,foram os mais quentes já registrados na Espanha em um mês de junho desde 1950,segundo a Aemet.
© Reportagem diária do entretenimento brasileiro