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Toquinho faz 80 anos atento às novas tecnologias: 'Novas portas que estão se abrindo'

Jul 12, 2026 Tecnologia IDOPRESS

Toquinho,como é mais conhecido o paulistano Antônio Pecci Filho,completou 80 anos — Foto: Vitor Hugo Santana

Na última segunda-feira,mais um talento de uma geração de ouro da Música Popular Brasileira (MPB) completou 80 anos: Toquinho,cantor,arranjador,compositor e violonista. Mesmo reconhecendo que a nossa música tem seu espaço consolidado não só aqui no Brasil,mas também fora dele,o novo octogenário chega à coluna falando mais do futuro do que do passado glorioso. “O que eu acho é que a minha geração precisa ficar muito atenta às novas portas que estão se abrindo nos últimos anos”,diz: "Não podemos nos acomodar”.

Toquinho se refere ao avanço das tropas do mundo digital. “Fatos,informações novas,streamings,redes sociais,plataformas digitais. Tudo isso mudou a vida de todo mundo no planeta e,é claro,a música também está envolvida nessa grande transformação”,diz.

Nesse fantástico mundo novo,ele acredita que,mesmo reforçando que o artista tem que ir aonde as novas tecnologias surgirem,a música brasileira vai resistir: “A nossa música é flexível,permite regravações e novas interpretações. Ela vai ficar viva para sempre,como viva está”.

Toquinho,cujas oito décadas de vida ganharam o documentário “Toquinho – encontros e um violão”,dirigido por Erica Bernardini,já com 14 anos teve aulas de violão. Ele é sempre lembrado como o mais longevo parceiro de Vinicius de Moraes (1913-1980). Mas seu primeiro grande sucesso,em 1970,foi com outro notável artista,Jorge Ben Jor,com quem compôs,“Que Maravilha” (“Lá fora está chovendo / Mas assim mesmo vou correndo / Só pra ver meu amor / Ela vem toda de branco”).

Já a parceria com Vinicius durou 11 anos,até a morte do “Poetinha”. Nesse período,a dupla fez 117 gravações,segundo o Ecad,entre elas “Tarde em Itapoã”,“Aquarela” e “A tonga da mironga do Kabuletê”. Portanto,falar desse parceiro é sempre um momento de emoção para Toquinho:

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“Ele foi um dos maiores poetas da língua portuguesa,um compositor incrível,ensinou e influenciou esta minha geração,pelo menos. A objetividade das palavras,a função das palavras,a percepção de que cada melodia tem uma palavra certa. O Vinicius sabia encontrar essa palavra como ninguém. Eu acho que,nesse aspecto,ninguém o superou na capacidade de colocar a palavra certa para aquela melodia”.

Toquinho,ainda sobre seu saudoso parceiro,destaca seu lado pessoal. “Vinicius era uma pessoa de uma generosidade incrível. Ele sempre teve uma postura digna diante da realidade brasileira,sempre correta em termos políticos e humanos. A única coisa que eu não posso citar como exemplo é a vida matrimonial,já que ele se casou nove vezes”,brinca.

Em tempo...

A pedido da coluna,Toquinho elencou alguns nomes dignos de elogios da nova geração da MPB,mesmo temendo estar esquecendo alguns. Ele cita Tiago Iorc,a dupla AnaVitória e Zeca Veloso. Como instrumentista — além,de Yamandu Costa,que,aos 46 anos,não é bem dessa geração nova —,tem o amazonense Djedah,“que é um menino que toca muito bem”. A lista de Toquinho inclui “uma das maiores vozes da música brasileira hoje”,a jovem goiana Camila Faustino.

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