
Fluminense e Flamengo avançaram na Copa do Brasil — Foto: Marina Garcia/FFC e Julliana Nascimento/CRF
GERADO EM: 23/07/2026 - 00:23
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As oitavas de final da Copa do Brasil feminina terminaram na quarta-feira e foram marcadas por jogos equilibrados no encontro entre times da primeira,segunda e terceira divisões. Entre os oito classificados,há dois cariocas,Flamengo e Fluminense,ambos na A1,que despontam como os mais fortes do estado,enquanto Vasco e Botafogo foram eliminados. Os confrontos das quartas de final serão definidos na sexta-feira (25),por sorteio.
Um ponto importante em comum entre a maioria dos times que avançaram é a solidez do projeto. A Feroviária,que eliminou o Corinthians,é uma das equipes mais tradicionais e vitoriosas da modalidade. São Paulo e Internacional se tornaram potências a partir de 2019 e passaram a disputar os principais títulos do país. Os casos de Bahia e Bragantino são os mais recentes,e o Altlético-MG tenta se reerguer.
No entanto,como os planos e investimentos na modalidade nem sempre são lineares — sujeitos ao desempenho do time masculino ou à boa vontade dos dirigentes —,os quatro cariocas sofreram altos e baixos nos últimos anos. E enquanto alguns resultados representam uma evolução,outros estão dentro do esperado.

Jogadoras do Flamengo comemoram gol sobre o 3B — Foto: Julliana Nascimento / CRF
Esse é caso do Flamengo,que mesmo com a "readequação de orçamento" anunciada no ano passado na demissão da treinadora Rosana Augusto — que viria a ser campeã da Copa do Brasil pelo Palmeiras—,era amplamente favorito nos confrontos. Ainda que tenha sofrido cortes,segue como o maior orçamento do estado e conta com nomes como Cristiane,e Diferente dos rivais,ainda não enfrentou adversários da primeira divisão: para chegar às quartas de final,venceu a Liga São João (eliminado na segunda fase da A3) e o Instituto 3B (sétimo colocado da A2),por 2 a 0 e 1 a 0,respectivamente.
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O mesmo vale para o Botafogo,que faz uma temporada ruim e é o lanterna do Brasileirão com apenas cinco pontos em 12 jogos. O alvinegro vinha em uma crescente,mas a queda em 2024 interrompeu os planos. O time se reergueu,subiu em 2025,e agora volta a brigar contra o rebaixamento. Por isso,o Bragantino era favorito no confronto vencido por 2 a 0.

Jogadoras do Fluminense comemoram gol da virada sobre o Cruzeiro na Copa do Brasil Feminina — Foto: Marina Garcia/FFC
Já para Vasco e Fluminense,os resultados representam um marco de crescimento importante. O cruz-maltino é a equipe mais tradicional do futebol carioca,com uma história centenária e referências como Marta e Pretinha. Em 2019,retomaram a modalidade,mas em 2022 sofreram um golpe duro com o rebaixamento para a Série A3. Em 2023,caíram para o Pérolas Negras,também do Rio,na primeira fase do Brasileirão e uma reformulação do elenco fez com que em 2024 fossem campeãs. Em 2025,não conseguiram o acesso,mas são favoritas para subir para a elite nesta temporada,liderando a A2 de forma invicta.
Na Copa do Brasil,cruz-maltino atropelou o Araguari (A3),venceu o América-MG (A1) e caiu para o São Paulo (A1) ao perder por 1 a 0. Apesar da derrota,o desempenho consistente e a competitividade do time mostraram o motivo pelo qual as Meninas da Colina chegam fortes na disputa pelo acesso.
Por fim,o Fluminense é o time que teve o caminho mais difícil e o projeto que apresenta evolução mais consistente entre os quatro. Desde a retomada,em 2019,as Guerreiras bateram na trave para subir para a primeira divisão,conquista que veio apenas em 2023,junto com o vice-campeonato. Temporada após temporada,o departamento cresceu,o time melhorou e,depois do acesso,foi seguro na permanência na A1,ficando perto de uma vaga no mata-mata no ano passado.
Para chegar às oitavas da Copa do Brasil,eliminou o tradicional Minas Brasília,que está em terceiro lugar na A2,e despachou o Cruzeiro numa virada heroica por 2 a 1. A equipe mineira é uma das principais potências da modalidade e era favorita para avançar. Com nomes como Bianca Brasil,Victoria Calhau (zagueira da seleção),e a atacante Leticia,maior artilheira da história do futebol feminino tricolor,são comandadas por Jonas Urias,que comandou as cabulosas ao vice-campeoanato nacional em 2025.
© Reportagem diária do entretenimento brasileiro