
Nando Reis,Capital Inicial e Marina Lima são atrações da 9ª edição do Enel Festival de Inverno Rio — Foto: Jorge Bispo/Divulgação,Edilson Dantas/Agência O Globo e André Hawk/Divulgação
GERADO EM: 22/07/2026 - 17:04
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Montar o line-up de um festival,para Peck Mecenas,é um “quebra-cabeças”. Pois faz tempo que ele junta,com sucesso,as peças do Enel Festival de Inverno Rio,que chega nesta sexta (24) à nona edição,na Marina da Glória,onde recebe,em dois finais de semana,grandes nomes da música brasileira,que vão da MPB ao pop,do pagode ao rock — gênero que,como já é tradição no evento,tem um dia todo dele,no sábado (25).
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— Para criar uma narrativa,comecei o line-up deste ano pelo primeiro e o último dia. Programei algumas dobradinhas,tanto de artistas que têm uma aderência musical quanto de outros que não têm uma tão grande assim,como Belo e Gabi Melim — comenta o empresário,que também está à frente do “Clássicos do Brasil”. — Tenho que sair da zona de conforto,mas me divirto.

Enel Festival de Inverno Rio — Foto: Divulgação
Quem abre os trabalhos é a dupla de vozes e violões formada por Geraldo Azevedo e Chico César. “Violivoz”,com sucessos dos dois,como “Moça bonita” e “Mama África”,começou em 2021 e,de lá para cá,já emocionou plateias Brasil afora.
— Um dos momentos mais bonitos é em “Bicho de 7 cabeças”. É bastante telúrico e com muita improvisação — destaca Chico,antes de ampliar a reflexão sobre o encontro com o público. — Essa comunhão é o grande momento do artista. Quando as pessoas estão ali juntas,dá para sentir no ar a vibração de como as canções chegaram na vida delas.

Chico César e Geraldo Azevedo — Foto: Divulgação
A noite de abertura tem ainda Samuel Rosa (com participação de Negra Li); e Nando Reis (com Arnaldo Antunes). Para Negra Li,o reencontro com o mineiro tem gosto de celebração. Os dois se conheceram para a gravação de “Ainda gosto dela” (2008),do Skank,que será entoada pelos dois num momento “cheio de groove”.
— O Skank foi uma referência bacana de trabalho em grupo. Vi de perto porque deu tão certo por tanto tempo. Admiro a genialidade de Samuel e como ele trata a arte com responsabilidade — resume Negra.
Fechando a primeira noite,Nando Reis recebe Arnaldo Antunes,ex-Titãs como ele,para fazer a plateia cantar hits que atravessam gerações,como “Pra você guardei o amor” e “All star”.
— É maravilhoso saber que as músicas que escrevi tocam tanta gente. Esse é o maior propósito da música — afirma.
Sábado,diferentes gerações do rock se encontram na Marina: os Titãs voltam ao Rio com o show de 40 anos de “Cabeça dinossauro”; Marcão Britto e Thiago Castanho relembram o legado do Charlie Brown Jr.; Ira! comemora os (mais de) 20 anos do “Acústico MTV”; e o Capital Inicial estreia no Rio a turnê “Música urbana”,com clássicos da carreira e novidades do EP “Movimento” (2025).
— Fico surpreso com a longevidade das nossas canções,que encontram ressonância até hoje. Imagino que seja porque as pessoas se reconhecem — tenta explicar Dinho,que,se mantendo fiel às origens do grupo,diz acreditar na experimentação . — Gosto dos exemplos de Ney Matogrosso e David Bowie,que nunca deixaram de ser eles mesmos,mas sempre apontaram para direções inesperadas.

Ira! — Foto: Ana Karina Zaratin/Divulgação
Nasi,remanescente da formação original do Ira! junto com Edgard Scandurra,festeja o dia roqueiro:
— Nós,as bandas de rock nacional,vamos a festivais que não estão ligados necessariamente ao rock’n’roll. Quando só tem rock,é uma sinergia muito maior.
Para encerrar o primeiro fim de semana,o domingo tem line-up 100% feminino: Ana Carolina,com o show “25 Anas”; Maria Gadú; e Marina Lima,carioca residente de São Paulo que volta ao Rio com o show “Marina 70” — agora,cercada pelo mar que tanto ama.
— Grandes canções da minha obra,como “Fullgás” e “Pra começar”,foram feitas no Rio com o meu espírito carioca. A cidade permeia a minha obra e me inspira até hoje — declara.
Para a artista,subir ao palco nunca foi tão bom:
— Antigamente,gostava mais de estúdio,de fazer arranjos,de compor com calma... Então o show era legal,mas uma espécie de repetição das gravações. Agora não. Hoje,o público é um elo com a minha existência.

Ana Carolina — Foto: Divulgação
Para Ana Carolina — que no show passa a limpo os 25 anos de carreira com hits como “Cabide” e “Sinais de fogo” —,esse elo com os fãs “continua se renovando”,assim como ela:
— Me orgulho de seguir em movimento. Essa turnê tem muito disso,é uma celebração da minha história,mas também aponta para o presente e para os caminhos que ainda quero seguir.
No próximo fim de semana,a festa vai do pagode de Belo ao rap de Criolo; do pop de Marina Sena ao funk de Ludmilla. E a contagem regressiva para a edição de 10 anos,que promete ser “emblemática”,já começou.
1º fim de semana
Sexta: Geraldo Azevedo e Chico César (21h),Samuel Rosa part. Negra Li (22h45) e Nando Reis part. Arnaldo Antunes (0h30). Sábado: Ira! (19h),Titãs (20h45),Charlie Brown Jr. com Thiago Castanho e Marcão Britto (22h30) e Capital Inicial (0h15). Domingo: Marina Lima (17h),Maria Gadú (19h) e Ana Carolina (21h)
2º fim de semana
Dia 31,sexta: Luísa Sonza (21h),Ludmilla (23h) e Marina Sena (1h). Dia 1º,sábado: Gilsons (19h),Anavitória (21h) e BK’ (23h). Dia 2,domingo: Belo part. Gabi Melim (17h),Criolo part. Rael (19h30) e Seu Jorge part. Marcelo D2 (21h30).
Onde: Marina da Glória,Parque do FlamengoQuando: Sexta,às 19h. Sábado,às 17h. Domingo,às 15h. Até 2 de agostoQuanto: A partir de R$ 210 (4ºlote,Arena,com doação de agasalho). Assinante O GLOBO tem descontoClassificação: 18 anos
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