
Fogo destruíu redes verdes e andaimes de bambu que estavam do lado de fora de um edifício do complexo de apartamentos Wang Fuk Court,em Hong Kong; autoridades investigam as causas do incêndio — Foto: Lam Yik Fei/The New York Times
GERADO EM: 10/06/2026 - 05:24
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As autoridades de Hong Kong denunciaram nesta quarta-feira sete pessoas e duas empresas em conexão com o incêndio que matou 168 pessoas em um conjunto residencial no ano passado,na maior tragédia do tipo registrada na cidade nas últimas décadas.
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O fogo atingiu,em novembro de 2025,sete das oito torres do complexo Wang Fuk Court,localizado no distrito de Tai Po,no norte da região semiautônoma chinesa.
À época do incêndio,os edifícios passavam por reformas. As estruturas estavam envoltas por andaimes tradicionais de bambu e cobertas por redes plásticas,elementos que podem ter contribuído para a rápida propagação das chamas.
As autoridades "apresentaram hoje acusações contra sete pessoas e duas empresas por 25 crimes,entre eles homicídio culposo,conspiração para fraudar,lavagem de dinheiro,tentativa de obstrução da Justiça e evasão fiscal",informou o governo de Hong Kong em comunicado.
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Incêndio em Hong Kong — Foto: AFP
Entre os acusados estão diretores e inspetores de uma empresa de consultoria responsável pela supervisão das obras,além do principal empreiteiro encarregado da reforma do complexo residencial.
As audiências públicas conduzidas por uma comissão independente criada para apurar as circunstâncias da tragédia revelaram uma sucessão de falhas nos mecanismos destinados a proteger os moradores em caso de incêndio.
Segundo o advogado Victor Dawes,que atua perante a comissão,praticamente todos os sistemas de segurança projetados para salvar vidas deixaram de funcionar "devido a erros humanos".


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Um incêndio atingiu o Wang Fuk Court,um conjunto habitacional no distrito de Tai Po,no norte de Hong Kong — Foto: YAN ZHAO


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Um incêndio atingiu o Wang Fuk Court,no norte de Hong Kong — Foto: TOMMY WANG
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Um incêndio atingiu o Wang Fuk Court,no norte de Hong Kong — Foto: PETER PARKS

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Um incêndio atingiu o Wang Fuk Court,no norte de Hong Kong — Foto: AFP
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Um incêndio atingiu o Wang Fuk Court,no norte de Hong Kong — Foto: TOMMY WANG

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Ao menos 36 pessoas morreram,entre elas um bombeiro — Foto: YAN ZHAO
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O sistema de alarme contra incêndios de sete dos oito edifícios havia sido desativado durante o período das reformas.
A falha "reduziu consideravelmente o tempo de que os moradores dispunham para evacuar",afirmou Dawes durante os depoimentos.
As conclusões da comissão reforçaram os questionamentos sobre a condução das obras e sobre o cumprimento das normas de segurança em um dos conjuntos residenciais mais populosos da região.
Segundo a equipe responsável pela investigação técnica do incêndio,um cigarro aceso entrou em contato com materiais inflamáveis utilizados nas obras,dando início ao fogo.

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A presença dos andaimes de bambu e das redes plásticas que envolviam as torres é apontada como um dos fatores que favoreceram a rápida disseminação das chamas pelo complexo.
O incêndio deixou milhares de pessoas desabrigadas. Após a destruição dos apartamentos,muitos moradores precisaram ser transferidos para moradias temporárias enquanto aguardam soluções habitacionais definitivas.
O caso provocou forte comoção em Hong Kong e ampliou o debate sobre os padrões de segurança adotados em reformas de edifícios residenciais na cidade,onde o uso de andaimes de bambu ainda é uma prática comum no setor da construção civil.
© Reportagem diária do entretenimento brasileiro