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De encontros com evangélicos a início de campanha em missa, Tarcísio busca apoio de setores religiosos

Aug 18, 2026 Artes IDOPRESS

Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a esposa,a primeira-dama Cristiane Freitas,durante evento no primeiro dia de campanha — Foto: Divulgação

Buscando o voto de eleitores religiosos,o governador de São Paulo,Tarcísio de Freitas (Republicanos),intensificou nos últimos meses encontros com líderes evangélicos,judaicos e católicos. A relação com os evangélicos vem de longa data,mas o governador vem se aproximando mais dos católicos,com a ajuda do prefeito da capital,Ricardo Nunes (MDB). No domingo,Tarcísio deu o pontapé na campanha eleitoral em uma missa no evento Canção Nova Abraça São Paulo,no Ginásio do Ibirapuera.

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Na sexta-feira,Tarcísio foi recebido na Coalizão de Igrejas Evangélicas Apostólicas Global (Cieag),que reúne 122 representantes da igreja Renascer em Cristo e diversos ministérios da Assembleias de Deus,entre outras denominações. O encontro foi promovido pelo apóstolo Estevam Hernandes,da Renascer em Cristo,um dos mais fortes aliados do governador no meio.

No encontro,pastores e bispos citaram a responsabilidade dos líderes no período eleitoral e em “formar um exército” para “cuidar da cidade,do estado e da nação”. Mas não houve pedidos de votos,e Tarcísio falou mais do apoio que vem tendo do segmento no mandato do que para pedir engajamento.

— Há quatro anos a gente começou a caminhada mais ou menos da mesma forma,sendo acolhido por vocês — discursou o governador. — Não faço nada na minha vida sem Deus. Se a gente está aqui,é para ser instrumento.

O discurso mais político ficou por conta de Ricardo Nunes,que falou dos riscos de entregar o poder “nas mãos de mentirosos,de pessoas que defendem a liberação de drogas e que perseguem igrejas”,sem citar nomes. O prefeito defendeu que os pastores “protejam suas ovelhas”. Também pediu a “proteção espiritual de Flávio Bolsonaro e Tarcísio” porque “os ataques do mal são muito fortes”.

Estevam Hernandes disse ao GLOBO que quis aproximar os evangélicos “do homem Tarcísio”.

— A responsabilidade do pastor sobretudo é espiritual,mas tem uma responsabilidade social porque ele é um influenciador do bem. O papel do líder é não colocar goela abaixo,não impor nada,mas colocar as suas convicções para que o povo possa fazer o melhor. O Tarcísio tem a palavra de Deus,não é algo fabricado para as eleições — defendeu.

Tarcísio tem uma relação próxima com os evangélicos sobretudo porque sua mãe era pastora da Assembleia de Deus. A primeira-dama de São Paulo,Cristiane Freitas,atua para conquistar o apoio das mulheres evangélicas. Há duas semanas,Cristiane participou de um podcast com a Bispa Sônia,da Igreja Renascer em Cristo. Os cortes do podcast têm sido explorados nas redes sociais da primeira-dama.

Discrição com católicos

A relação com líderes católicos era mais tímida até o início deste ano,mas Nunes vem fazendo a ponte com esse segmento — em 2024,o emedebista começou a campanha na Diocese de Santo Amaro,para onde levou o governador em ao menos duas ocasiões desde abril. Tarcísio também foi à comunidade Arautos do Evangelho,em Caieiras,na Região Metropolitana,em abril. O governador marcou presença em missas aos fins de semana,muitas vezes de maneira mais discreta,sem divulgação em redes sociais ou de agendas,acompanhado do prefeito. Nas celebrações,o governador chegou ler trechos bíblicos.

No domingo,no Ginásio do Ibirapuera,Tarcísio assistiu a uma missa do padre Adriano Zandon,que acumula quase 3 milhões de seguidores no Instagram. O padre Carlos Alberto,da Paróquia São Pedro Apóstolo,de Taboão da Serra,apoia explicitamente o governador,mas se vê como exceção. Petista na juventude,ele considera que o partido de Lula afastou parte dos católicos ao se ligar a “intelectuais e revolucionários”.

— O Tarcísio é o que mais representa os cristãos aqui em São Paulo Mas a maioria dos padres ainda é petista — admite o líder,que participou do encontro do Cieag e subiu ao palco ao lado do governador.

Tarcísio também se encontrou,no início do mês,com a comunidade judaica. No dia 3,ele participou de um evento da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp).

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