pesquisa rápida
Hoje:

Atração do C6 Festival em 2023, saxofonista Nubya Garcia começa pelo Rio primeira turnê no Brasil

Jun 2, 2026 entretenimento IDOPRESS

Nubya Garcia,saxofonista que se apresentará no Manouche,no Rio,nesta terça-feira (2) — Foto: Mariana Pires/divulgação

RESUMO

Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você

Em sua primeira turnê solo pelo Brasil,a saxofonista inglesa apresenta o aclamado álbum 'Odyssey' e reforça seu papel na nova cena do jazz,buscando se estabelecer também como compositora. Filha de latino-americanos,Garcia se apresenta com sua banda hoje no Rio (em duas sessões,no Manouche) e amanhã em São Paulo (na Casa Natura Brasil),além de Curitiba e Rio das Ostras Artista diz que trabalho como DJ acabou a aproximando da música brasileira. O Irineu é a iniciativa do GLOBO para oferecer aplicações de inteligência artificial aos leitores. Toda a produção de conteúdo com o uso do Irineu é supervisionada por jornalistas.

CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO

Lançado em 2024,“Odyssey”,terceiro álbum da saxofonista de jazz inglesa Nubya Garcia,teve aclamação geral,e levou a artista,hoje com 34 anos de idade,a apresentar-se em alguns dos principais festivais de música do mundo (e não só de jazz),como Glastonbury e Montreux.

Atração do paulistano C6 Fest em 2023,ela agora volta ao Brasil para a sua primeira turnê. Filha de latino-americanos,Garcia se apresenta com sua banda hoje no Rio de Janeiro (em duas sessões,show promovidos pelo Queremos!. Na sexta-feira e no sábado ela toca no Rio das Ostras Jazz e Blues Festival e,no domingo,em Curitiba,no Teatro da Reitoria.

'Gera muita confusão': Caetano critica excesso de sexualização e racialização no debate políticoHino atrapalhado: Alcione explica o que deu errado em dueto com Belo no Maracanã

— “Odyssey” foi definitivamente um grande passo para me concentrar mais na composição,no timbre orquestral e também para trabalhar com mais artistas convidados e vocalistas. Mas foi,sobretudo,um esforço muito focado para me estabelecer e dizer: “Sim,eu toco saxofone,eu sou DJ,mas também sou compositora!” — diz ela,por Zoom. — Nunca tinha composto para uma orquestra de cordas antes,nunca me ensinaram a fazer isso. Com “Odyssey”,minhas influências me levaram a um novo lugar que eu pude chamar de meu. Acho que é isso que ele significa para mim,uma paisagem sonora muito intencional.

‘Termo abrangente’

Continuar Lendo

Nubya conta que há muito as pessoas perguntavam quando é que ela vinha tocar no Rio de Janeiro (cidade por onde já circulou e fez amigos).

— Estou muito animada para levar as minhas músicas novas e também para homenagear tudo o que já fiz,afinal,esta é a primeira vez no Rio. Quero tocar algumas músicas do “Source” (seu álbum de 2020),do “Nubya’s 5ive” (2017),do “When we are” (EP de 2018),alguns clássicos — conta ela,que vem acompanhada de Sam Jones (bateria),Max Luthert (contrabaixo) e Lyle Barton (teclados). — Cada set,como sempre,será bem diferente em termos de repertório,já tenho vários discos de onde posso tirar minhas músicas,mas agora com foco no “Odyssey”.

Seu trabalho como DJ acabou aproximando-a bastante da música brasileira.

— Existem muitos nichos diferentes e estou muito animada para me aprofundar um pouco mais meus conhecimentos — diz a saxofonista,que esteve em algumas rodas de samba em Salvador,Rio e São Paulo e é apreciadora de Gilberto Gil,Margareth Menezes,Azymuth,Mateus Aleluia,Os Tincoãs e Tim Maia.

Nubya Garcia diz considerar o jazz como “um termo abrangente,o que pode ser bom ou ruim,dependendo de com quem você está falando”.

— Acho que,no mainstream,o jazz virou algo que ninguém achava legal,ou que não era legal de ouvir,porque é coisa de gente muito elitista,ou de certa idade. Nunca pensei assim,porque ouço jazz desde os 9 anos de idade. Nunca foi uma questão de ser legal ou não ser legal para mim. Eu simplesmente curto — resume. — Vi alguém dizer outro dia que o jazz,essencialmente,consiste em impulsionar a música para a frente,mantê-la viva e em constante mudança. Os tradicionalistas são incríveis,porque eles querem preservar a tradição,mas acho que isso precisa acontecer em conjunto com uma abertura,para que a música mude.

Privilégios

Nubya faz parte de uma geração de músicos ingleses de que veio se destacando bastante a renovação do jazz,como o baterista Moses Boyd,o flautista Shabaka Hutchings,o tubista Theon Cross,a trompetista Sheila Maurice-Gray e os grupos Ezra Collective,Kokoroko e Sons of Kemet.

— Me sinto muito feliz por ter crescido em uma época mais aberta do que as épocas anteriores. E sou grata por aqueles que vieram antes de nós por terem lançado as bases no caminho que podemos seguir — comemora. — Fico muito animada quando olho ao redor e vejo o que meus amigos estão conquistando. No fim das contas,sou uma fã,adoro ir aos shows dos meus amigos e adoro ver meus amigos nos meus shows. Isso é o que importa.

Ela se julga privilegiada por ter crescido no ambiente multicultural e artístico de Camdem Town,em Londres.

— Candem me mostrou como diferentes estilos musicais podem coexistir no mesmo espaço. Lá,você pode encontrar lugares com alguém tocando indie rock numa noite,hip hop na noite seguinte e grunge na outra. Isso me trouxe uma abertura muito profunda. Não era como se eu gostasse de um estilo específico e essa fosse a minha identidade. Era mais como: “Ah,eu também gosto disso!” — conta. — Você absorve influências que nem tinha percebido,ouvindo alguém na rua cantando clássicos da soul music,ou alguém tocando reggae num carro. É um meio eclético,e ele faz você uma pessoa aberta,que simplesmente gosta de música.

Pesquisa rápida

Reportagem diária do entretenimento brasileiro:Receba todas as últimas notícias e atualizações de entretenimento - sua melhor fonte de todas as coisas da cultura pop! De resenhas de filmes a notícias musicais, nós ajudamos você. Mantenha-se informado e nunca perca as últimas novidades do mundo do entretenimento. Por favor, siga-nos a qualquer momento!

© Reportagem diária do entretenimento brasileiro