
Cena de 'Dolores',de Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar — Foto: Divulgação
GERADO EM: 03/06/2026 - 16:29
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Dolores (Carla Ribas),Deborah (Naruna Costa) e Duda (Ariane Aparecida) — respectivamente,avó,filha e neta — querem dar guinadas em suas vidas. A primeira ambiciona abrir um cassino; a segunda planeja viajar com o namorado para o Paraguai assim que ele sair da prisão; e a terceira deseja se mudar para os Estados Unidos. Mas as personagens,determinadas na concretização dos próprios sonhos,se deixam levar pela ilusão e tomam decisões imprudentes.
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Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar conferem um tratamento realista à história. Destacam o contexto social em que as personagens estão inseridas,na periferia de São Paulo,e mostram as interações delas com outras mulheres. Há,porém,atitudes tão ingênuas que soam pouco críveis,principalmente no caso de Duda. E o final,se considerado como real e não como delírio,é um tanto inverossímil.
De qualquer modo,não se pode perder de vista as qualidades dessa última parte de uma trilogia composta por “A casa de Alice” (2007) e “Ausência” (2014),filmes assinados por Chico Teixeira,que morreu em 2019. Gomes e Escobar,responsáveis pela direção e pelo roteiro de “Dolores” (mas tendo como base o roteiro original de Teixeira e Sabina Anzuategui),colam a câmera nos rostos das atrizes e realçam as ótimas e verdadeiras interpretações de Ribas,Costa e Aparecida. A sensação de autenticidade também deve ser atribuída à expressiva fotografia de Joana Luz.
Cotação: Bonequinho aplaude.
© Reportagem diária do entretenimento brasileiro