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Mergulhadores encontram seis navios da era dos piratas do Caribe nas Bahamas; canhões e munições estavam entre os artefatos

Jun 4, 2026 Filmes IDOPRESS

O arqueólogo subaquático Sean Kingsley documentou a descoberta de uma pedra de afiar espadas — Foto: Reprodução/Wreck Watch

Um mergulho no passado trouxe à tona vestígios de uma época em que as águas do Caribe eram dominadas por saqueadores e aventureiros. Uma equipe de exploradores marítimos anunciou,nesta semana,a descoberta dos restos de seis embarcações naufragadas nas Bahamas que podem estar ligadas à chamada "era de ouro da pirataria",entre o fim do século XVII e o início do XVIII.

A descoberta foi realizada graças a uma autorização inédita concedida pelo governo das Bahamas e divulgada pelo projeto Wreck Watch,especializado na busca e estudo de naufrágios históricos. Segundo os pesquisadores,os navios encontrados estão associados ao período em que Nassau,capital da ilha de New Providence,servia como principal base de operações de piratas famosos como Barba Negra,Henry Avery,Calico Jack Rackham e Anne Bonny.

Vestígios de uma era violenta

Entre os artefatos recuperados estão canhões de ferro,uma pedra usada para afiar espadas e sabres e diversas balas de mosquete,munições utilizadas em confrontos marítimos da época. Apesar da relevância dos achados,os especialistas afirmam que não foram encontrados navios preservados de forma completa.

Isso porque,segundo o codiretor do projeto,Michael Pateman,era comum que os piratas destruíssem as próprias evidências após os ataques.

— Depois de saquear um navio e retirar sua carga,canhões e outros materiais,os piratas precisavam se livrar das provas do crime. Queimar as embarcações na costa era uma tática infame para esconder o saque das autoridades — explicou.

O fundador da Wreck Watch,Sean Kingsley,destacou que os piratas do Caribe frequentemente ignoravam os acordos de paz firmados entre Espanha e Inglaterra para proteger as rotas comerciais do Atlântico. Ele lembrou ainda que,em resposta à atividade criminosa concentrada em Nassau,forças espanholas destruíram e incendiaram a cidade em 1703.

Entre os naufrágios identificados,apenas uma embarcação teve sua origem parcialmente determinada. Trata-se,provavelmente,de um navio mercante inglês construído em Londres por volta de 1740.

Diferentemente dos demais achados,seus destroços continham garrafas de vinho,cachimbos,mapas e documentos,indícios de que Nassau havia deixado para trás o passado de refúgio pirata para se tornar um porto comercial comum.

Ainda não se sabe,porém,se o navio afundou por causas naturais ou se foi vítima de um ataque em uma região onde a pirataria ainda resistia,embora já estivesse em declínio ao longo do século XVIII.

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