
Cédulas e armas apreendidas pela PF com organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro,em Niterói — Foto: Divulgação/Polícia Federal
GERADO EM: 14/07/2026 - 23:41
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Fraude financeira praticada por um grande conglomerado econômico,desvio de dinheiro público por políticos e corrupção policial — muitos desses casos envolvendo organizações criminosas que vão da máfia do cigarro ao tráfico de drogas — estiveram entre os alvos da Polícia Federal no Rio de Janeiro nos últimos seis meses. A Superintendência da PF no estado teve produtividade acima da média em relação às demais 26 superintendências espalhadas pelo país. Só a unidade fluminense apreendeu R$ 1,1 bilhão,efetivamente,neste primeiro semestre,sem contar os montantes bloqueados nas contas dos alvos.
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O bom desempenho da superintendência da PF do Rio não se deve apenas ao dinheiro arrecadado em espécie nas operações realizadas de janeiro a junho — ainda que o valor chame atenção justamente pelo contraste: as outras 26 sedes somadas apreenderam,ao todo,cerca de R$ 800 mil no mesmo período,uma fração inferior do total do Rio. Os critérios adotados pela corporação para avaliar as unidades levam em conta o número de servidores em cada uma delas.
Entre as ações que mais renderam estão a 2ª fase da Operação Disclosure,que investiga a fraude bilionária na Americanas. Pela primeira vez,os investigadores chegaram aos acionistas da empresa.
Os agentes da PF conseguiram encontrar "fortes indícios da prática de crimes de manipulação de mercado e associação criminosa",desde a primeira fase da Disclosure,em junho de 2024. De acordo com o relatório da PF,"os investigados tinham pleno conhecimento das fraudes contábeis praticadas ao longo de anos." A Justiça determinou o sequestro de bens e valores em nome dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões,valor equivalente à fraude apurada. A PF contou com o apoio do Ministério Público Federal e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Em março,investigadores apreenderam cerca de R$ 800 mil,além de armas de fogo,em Niterói,numa operação contra uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro. Policiais federais da Unidade de Investigações Sensíveis da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários continuam investigando o caso,que ainda está em sigilo.
Também houve duas etapas da Operação Unha e Carne — a 3ª fase,em 25 de março,e a 4ª fase,em 5 de maio —,com apreensão de dinheiro em espécie,mas o valor não foi revelado. A ação investiga fraudes praticadas por políticos e vazamento de informações sigilosas de ações policiais contra o Comando Vermelho (CV). Na primeira,o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj),Rodrigo Bacellar (União),foi preso. Em seguida,foi a vez do deputado Thiago Rangel (Avante),acusado de cometer fraudes em procedimentos de compra de materiais e de aquisição de serviços,como obras para reforma. Bacellar e Rangel seguem presos.
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