
Premier norueguês,Jonas Gahr Store — Foto: Erik Flaaris Johansen/NTB/AFP
GERADO EM: 02/07/2026 - 23:45
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A confiança da Noruega antes do confronto com o Brasil,pelas oitavas de final da Copa do Mundo,já levou parte da população a pensar na comemoração do dia seguinte. Com a partida marcada para as 22h de domingo no horário norueguês,surgiram pedidos para que a segunda-feira,6 de julho,fosse transformada em uma espécie de folga nacional. A proposta,porém,foi prontamente rejeitada pelo primeiro-ministro Jonas Gahr Store.
— Heróis à noite,heróis durante o dia. Vamos trabalhar na segunda-feira. Muitos noruegueses estão de férias agora,mas agradeço aos que estarão trabalhando. Conseguimos comemorar e depois ir ao trabalho no dia seguinte — afirmou Store ao jornal VG. O primeiro-ministro ainda recorreu à conhecida ética de trabalho do país para justificar a decisão: “Somos um povo trabalhador,que não vive do trabalho dos outros,mas do trabalho uns dos outros”.
O pedido de folga é mais um sinal da mobilização provocada pela campanha norueguesa. Depois de 28 anos fora de uma Copa,a seleção avançou ao mata-mata e eliminou a Costa do Marfim por 2 a 1,com gol decisivo de Erling Haaland. Após a classificação,o atacante afirmou que o desempenho da equipe poderia “mudar a Noruega para sempre” e destacou o sentimento de união criado pela seleção.
A procura por lugares para acompanhar o confronto com o Brasil ajuda a medir o entusiasmo. Ingressos para transmissões públicas no Ullevaal Stadion e em outros pontos de Oslo se esgotaram rapidamente,enquanto o site de uma das empresas responsáveis pelos eventos recebeu 2,7 milhões de acessos. Diante da demanda,a prefeitura da capital também confirmou uma transmissão gratuita e sem álcool na praça da prefeitura,voltada especialmente para famílias,crianças e jovens.
A empolgação também é alimentada pelo histórico do confronto. A Noruega é a única seleção que enfrentou o Brasil mais de uma vez e nunca perdeu: são duas vitórias e dois empates em quatro partidas,incluindo o triunfo por 2 a 1 na Copa de 1998. Torcedores ouvidos após a classificação afirmaram acreditar que a invencibilidade será mantida,apesar da diferença de tradição entre as duas seleções.
Store reconheceu que a campanha criou uma sensação rara de união no país e elogiou a forma festiva e pacífica como a população tem acompanhado o torneio. Mas,mesmo em caso de uma nova vitória histórica sobre o Brasil,o primeiro-ministro não pretende prolongar oficialmente a celebração. A mensagem do governo está dada: os noruegueses podem festejar durante a noite,mas terão de comparecer ao trabalho na manhã seguinte.
© Reportagem diária do entretenimento brasileiro