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Conheça os drones ucranianos que voaram mais de 1,5 mil km para atingir um dos maiores polos petrolíferos da Rússia

Jul 16, 2026 Tecnologia IDOPRESS

Drone de longo alcance desenvolvido pela Ucrânia é apontado por especialistas como um dos modelos usados em ataques contra refinarias e outras infraestruturas estratégicas no interior da Rússia,com autonomia estimada em mais de 2 mil quilômetros — Foto: Reprodução

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GERADO EM: 14/07/2026 - 09:06

Drones Ucranianos de Longo Alcance Ameaçam Infraestrutura Russa

Os drones ucranianos de longo alcance,como o Liutyi,destacam-se no conflito com a Rússia por sua capacidade de atingir alvos estratégicos a mais de 1.500 km,tornando refinarias e bases militares vulneráveis. Desenvolvidos por Kiev,esses drones kamikaze combinam tecnologia avançada para navegar e despistar defesas aéreas,representando um custo menor em comparação aos mísseis. Recentemente,atacaram o complexo petroquímico de Salavat,evidenciando sua eficácia em comprometer a infraestrutura russa.

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O ataque desta terça-feira ao complexo petroquímico de Salavat,um dos maiores da Rússia e localizado a cerca de 1.500 quilômetros da fronteira com a Ucrânia,chamou atenção não apenas pelo alvo escolhido,mas pela distância percorrida. Para chegar até uma das principais refinarias russas,Kiev recorreu a um tipo de armamento que se tornou protagonista do conflito: os drones de longo alcance produzidos pela própria Ucrânia.

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Embora as autoridades ucranianas não revelem quais modelos utilizam em cada operação,analistas militares apontam que ataques desse porte costumam ser realizados pelo Liutyi ("Feroz",em ucraniano),um drone kamikaze desenvolvido para missões estratégicas profundas em território russo.

Visualmente,o Liutyi se parece mais com um pequeno avião do que com os quadricópteros populares. Equipado com asas fixas,motor a combustão e trem de pouso,ele decola de pistas improvisadas e pode permanecer horas no ar. Estimativas de especialistas indicam que sua autonomia supera 2 mil quilômetros,suficiente para alcançar praticamente qualquer instalação estratégica localizada na porção europeia da Rússia.

Além do alcance,outro diferencial é a capacidade de transportar uma carga explosiva estimada entre 50 e 75 quilos. Em vez de retornar à base,o drone é projetado para atingir diretamente o alvo,funcionando como uma aeronave suicida — conceito conhecido militarmente como "drone kamikaze".

A navegação também representa um salto tecnológico para a indústria militar ucraniana. O Liutyi combina sistemas de navegação por satélite,piloto automático e rotas programadas previamente,permitindo voos em baixa altitude para dificultar a detecção por radares. Especialistas afirmam que,em algumas operações,diferentes drones são lançados simultaneamente para confundir as defesas aéreas russas: parte deles atua como isca,enquanto outros seguem até o objetivo principal.

O desenvolvimento desse tipo de equipamento ganhou força após o início da invasão russa,em 2022. Sem uma aviação comparável à de Moscou e com restrições ao uso de mísseis ocidentais contra o território russo,Kiev acelerou investimentos em drones nacionais capazes de cumprir missões de longo alcance por um custo muito inferior ao de um míssil de cruzeiro.

Além do Liutyi,outro modelo frequentemente associado às ofensivas é o UJ-26 Beaver,também de asa fixa e desenvolvido por uma empresa privada ucraniana. Ele possui menor autonomia,mas já foi relacionado por analistas a ataques contra Moscou e outras instalações militares russas.

Nos últimos meses,esses drones passaram a mirar principalmente refinarias,depósitos de combustíveis,fábricas militares e centros logísticos. A lógica é simples: atingir a infraestrutura que abastece a economia e as Forças Armadas russas,reduzindo a capacidade de produção e aumentando os custos da guerra para o Kremlin.

O ataque ao complexo de Salavat,que processa milhões de toneladas de petróleo por ano,é mais um exemplo dessa estratégia. Independentemente da extensão dos danos,a operação demonstra que a distância já não representa uma barreira para os drones ucranianos,capazes de cruzar mais de 1.500 quilômetros e alcançar alguns dos ativos mais importantes da infraestrutura energética russa.

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