
A cidade de Lima,no Peru — Foto: Raul Arboleda/AFP
GERADO EM: 17/06/2026 - 00:05
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A agência peruana responsável pelo monitoramento do fenômeno climático El Niño elevou sua previsão de intensidade para o evento de "moderada" para "forte" entre junho e setembro,e prevê que ele continue até o primeiro trimestre do próximo ano. O El Niño é um fenômeno natural que aumenta as temperaturas da superfície no Pacífico equatorial central e oriental,gerando mudanças globais nos ventos e nas chuvas,bem como condições climáticas erráticas.
Leia mais: avanço da mineração e crise climática reduzem geleiras e levam à escassez hídrica em rios em província da Argentina'Mancha fria': por que uma parte do Atlântico tem esfriado enquanto o planeta aquece? Estudo aponta possível explicação
As previsões da Comissão Multissetorial para o Estudo Nacional do El Niño (ENFEN) indicam que ele "se desenvolverá de junho de 2026 a março de 2027,com maior probabilidade de atingir forte intensidade de novembro a dezembro". O El Niño afeta principalmente a área marítima,e seu impacto já está sendo sentido no Peru,onde as temperaturas chegaram a 26°C,cinco graus acima da média para o outono.
O El Niño afeta principalmente a área marítima,cinco graus acima da média para o outono. A cientista Grinia Ávalos,coordenadora do ENFEN,disse à AFP que o fenômeno já causou "um aquecimento significativo do mar e temperaturas acima do normal no litoral".
"O Peru é um dos países mais afetados por este evento,pois as chuvas intensas e as altas temperaturas podem causar sérios danos à infraestrutura pública,à atividade econômica e às comunidades costeiras",comentou Ávalos.
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Pessoas se refrescam sob fontes de água na área de lazer Madri por conta da primeira onda de calor do verão. — Foto: Thomas Coex / AFP


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Mulher usa um leque para se refrescar em parque de Madri durante a primeira onda de calor do verão — Foto: Thomas Coex/ AFP
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Pessoas caminham pela rua enquanto um termômetro indica temperatura de 36ºC durante onda de calor no centro de Nantes,oeste da França — Foto: Loic Venance/AFP

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Torcida se reúne sob forte calor para acompanhar torneio de Wimbledon — Foto: Henry Nicholls/AFP
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Público e atletas enfrentam forte calor em Wimbledon; Aryna Sabalenka se refresca durante partida — Foto: Adrian Dennis/AFP

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Uma mulher segura um guarda-chuva para se proteger do sol em um dia quente de verão,em Roma. — Foto: Tiziana Fabi / AFP
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Termômetros a 44°C põem Europa em alerta para onda de calor recorde no continente — Foto: Thomas Coex/AFP

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Termômetros a 44°C põem Europa em alerta para onda de calor recorde no continente — Foto: Thomas Coex/AFP
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Público enfrenta calor para acompanhar partidas em Wimbledon — Foto: Henry Nicholls/AFP

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Mulher abana casal durante partida em Wimbledon — Foto: Henry Nicholls/AFP
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Regiões da Itália proibiram trabalho ao ar livre nas horas mais quentes
Em relação aos recursos pesqueiros,a intensificação das condições de aquecimento do mar deve continuar afetando a distribuição da pesca de anchova.
Cientistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) acreditam que há 63% de chance de "um evento El Niño muito forte entre novembro e janeiro,figurando entre os mais intensos registrados desde 1950".
A última vez que o fenômeno atingiu o Peru foi em 2013,causando 99 mortes. Mas os episódios mais graves ocorreram entre 1997 e 1998,quando causou 500 mortes e uma queda de 6% no PIB,e entre 1982 e 1983 deixou 9.000 mortos e uma queda de 11,6% no PIB.
© Reportagem diária do entretenimento brasileiro