
O banqueiro Daniel Vorcaro,do Banco Master,em dezembro de 2019 — Foto: Ana Paula Paiva/Valor
O governo dos Estados Unidos tem sido informado sobre os desdobramentos da crise do Master. A avaliação levada à gestão de Donald Trump é que o escândalo envolvendo Daniel Vorcaro pode trazer mais desgaste a personalidades da política e do Judiciário brasileiro do que qualquer medida adotada pelos americanos.
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O tema passou a ser acompanhado pelos EUA por causa de seu impacto no cenário da política nacional,ainda mais em ano de eleições presidenciais.
Entre os tópicos no radar de membros do governo dos EUA estão as tratativas frustradas de delação premiada de Vorcaro. O acordo foi rejeitado pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Outro foco de atenção são as investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre Vorcaro.
O material levado ao governo Trump tem o objetivo de mostrar como o escândalo do Master mexe com peças do tabuleiro político no Brasil e pode ser decisivo no resultado da eleição.
Informações sobre o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro com Vorcaro,assim como sua queda nas pesquisas em decorrência deste fato,também foram observadas pelos americanos. Outro personagem que recebe atenção é o ministro do STF Alexandre de Moraes,que já esteve na mira direta da gest Trump,chegando a ser sancionado.
Como informou o colunista Lauro Jardim,em sua delação rejeitada,Vorcaro admitiu o contrato de R$ 129 milhões com a esposa de Moraes e disse que seu objetivo era se aproximar do ministro e criar boa relação. Ele nega ter havido contrapartida.
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