
Mulher é lançada em rope jump,mas sem cordas,no interior de SP — Foto: Redes Sociais
GERADO EM: 16/06/2026 - 21:43
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Os três instrutores presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas,de 21 anos,ainda não conseguiram explicar à Polícia Civil como a jovem foi lançada sem a corda de segurança durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto,entre Limeira e Cordeirópolis,no interior de São Paulo,no sábado. Em depoimentos prestados após a tragédia,eles admitiram participação direta na preparação do salto,mas disseram não saber em que momento ocorreu a falha que fez com que a jovem caísse de uma altura de cerca de 40 metros.
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Luis Felipe Feliciano Egoroff,de 32 anos,Maicon Fernandes Cintra,de 42,e Vitor de Freitas Gonçalves,de 27,tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva e respondem por homicídio com dolo eventual.
Luis Felipe e Maicon afirmaram que eram responsáveis pela colocação das cordas e equipamentos de segurança antes dos saltos. Apesar disso,não conseguiram esclarecer como Maria Eduarda foi lançada sem estar conectada ao sistema principal que deveria sustentar a queda.
— A gente entende que é visível (a corda),é difícil entender como a gente não viu. Somos três na operação. Não entendo em que momento que eu não vi — disse Maicon.
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— Apagou da mente,não lembro — afirmou Luis Felipe.
Já Vitor declarou que foi chamado apenas para ajudar a erguer a vítima na modalidade conhecida como “aviãozinho”,em que o participante é impulsionado pelos instrutores. Ele também disse não saber explicar o desaparecimento da câmera que estava com a jovem.
As imagens do acidente mostram Maria Eduarda sendo carregada pelos três instrutores até a extremidade da plataforma e lançada para frente. Logo após a queda,participantes percebem o erro e passam a gritar: “A corda,a corda”.
O também instrutor identificado apenas como Gustavo,responsável por equipar a vítima antes da atividade,afirmou que estava de costas para a plataforma no momento do salto porque atendia outra cliente. Segundo ele,uma participante que saltaria antes da jovem desistiu por medo.
— Foi o primeiro salto na modalidade aviãozinho. Antes dela haveria outro,mas a menina ficou com medo e desistiu — relatou.
O instrutor contou ainda que ouviu gritos logo após o lançamento,mas inicialmente não estranhou a reação:
— É normal a pessoa gritar quando pula e o pessoal em volta gritar junto. Quando virei,já tinha acontecido.
Gustavo disse que estava a cerca de quatro metros da plataforma e não viu se os colegas realizaram a checagem final do equipamento. Segundo ele,o procedimento prevê que a corda seja conectada ao participante antes mesmo de ele ser erguido para o salto.
Segundo o pedagogo Rafael Goulart,que estava no local,um integrante da equipe retirou uma câmera do tipo GoPro do corpo da jovem após a queda. O equipamento ainda não foi localizado. As investigações também apuram o desaparecimento da câmera.
De acordo com a polícia,a atividade era promovida por grupos informais e não havia uma empresa formalmente constituída responsável pela operação. Após a repercussão do caso,os perfis vinculados aos organizadores foram retirados das redes sociais.
A defesa dos três instrutores contestou a acusação de homicídio com dolo eventual. Segundo o advogado Rafael Gomes dos Santos,eles,“em nenhum momento,tiveram a intenção ou assumiram o risco do resultado morte”. O trio foi transferido ontem do Centro de Detenção Provisória de Piracicaba (SP) para o Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos para preservar a integridade física,diz Santos.
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